São Venâncio Fortunato, séc. VI

São Venâncio Fortunato, séc. VI

Crux fidelis — Cruz fiel

Cantado na adoração da Cruz na Sexta-feira Santa

LatimPortuguês

Crux fidélis, inter omnes arbor una nóbilis: nulla silva talem profert, fronde, flore, gérmine. Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sústinet.

Ó Cruz fiel, árvore única em nobreza entre todas: nenhuma floresta produziu semelhante, em folha, em flor, em fruto. Doce madeiro, doces cravos, doce peso ele sustenta.

Amém.

OrigemSão Venâncio Fortunato, séc. VI · Cantado na adoração da Cruz na Sexta-feira Santa

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A história desta oração

São Venâncio Fortunato (c. 530–c. 600), poeta italiano que terminou bispo de Poitiers, escreveu em 569 o hino Pange lingua gloriosi proelium certaminis, para a chegada a Poitiers de uma relíquia da Santa Cruz enviada pelo imperador Justino II à rainha Santa Radegunda. O Crux fidelis é a estrofe que serve de refrão.

Desde a Idade Média, a Igreja o canta na Sexta-feira Santa, enquanto os fiéis se aproximam para beijar a Cruz. O madeiro da vergonha é cantado como a árvore mais nobre de todas. Nesta página está a estrofe-refrão.

Perguntas frequentes

Quando se canta o Crux fidelis?

Na Sexta-feira Santa, durante a adoração da Cruz. Muitos o cantam também em outras celebrações da Santa Cruz.

Este Pange lingua é o mesmo de Santo Tomás?

Não. O de Venâncio Fortunato (século VI) canta a Cruz; o de Santo Tomás (século XIII), a Eucaristia, e foi escrito imitando o primeiro.

O texto da página é o hino inteiro?

Não, é a estrofe que funciona como refrão. O hino completo tem dez estrofes.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA