Santo Tomás de Aquino

O Salutaris Hostia — Ó Hóstia salutar

As duas últimas estrofes do Verbum supernum, cantadas na exposição do Santíssimo

LatimPortuguês

O salutáris Hóstia,
Quæ cæli pandis óstium:
Bella premunt hostília,
Da robur, fer auxílium.

Ó Hóstia salutar,
que abris a porta do céu:
guerras inimigas nos apertam;
dai-nos força, trazei-nos auxílio.

Uni trinóque Dómino
Sit sempitérna glória:
Qui vitam sine término
Nobis donet in pátria. Amen.

Ao Senhor, uno e trino,
seja glória sempiterna:
que nos conceda vida sem fim
na pátria. Amém.

OrigemSanto Tomás de Aquino · As duas últimas estrofes do Verbum supernum, cantadas na exposição do Santíssimo

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A história desta oração

O O Salutaris Hostia são as duas últimas estrofes do Verbum supernum prodiens, o hino das Laudes da festa de Corpus Christi. Santo Tomás de Aquino escreveu os textos do Ofício da festa a pedido do papa Urbano IV, que a estendeu a toda a Igreja em 1264.

Separadas do hino, essas duas estrofes passaram a ser cantadas no começo da exposição do Santíssimo Sacramento, enquanto o padre põe a Hóstia no ostensório e a incensa. No fim da adoração, antes da bênção, canta-se o Tantum ergo, também de Santo Tomás.

A primeira estrofe é uma súplica — “guerras inimigas nos apertam: dai-nos força, trazei-nos auxílio” —; a segunda é uma doxologia à Trindade. Em latim, “salutaris” se lê como está escrito e “cæli”, “tchéli”.

Em alguns lugares se acrescentou uma estrofe local: na catedral de Notre-Dame de Paris, por exemplo, intercala-se uma estrofe que pede paz e proteção para a França. A forma universal, porém, é a de duas estrofes, que muitos fiéis sabem de cor desde a infância e cantam nas horas de adoração.

Perguntas frequentes

Quem escreveu o O Salutaris Hostia?

Santo Tomás de Aquino, no século XIII. São as duas últimas estrofes do hino Verbum supernum prodiens, das Laudes de Corpus Christi.

Quando se canta o O Salutaris?

Tradicionalmente no início da exposição do Santíssimo Sacramento; o Tantum ergo se canta no fim, antes da bênção.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA