Querida de Santo Inácio de Loyola

Querida de Santo Inácio de Loyola

Anima Christi — Alma de Cristo

Mais antiga do que ele (séc. XIV); ele a recomenda nos Exercícios Espirituais

LatimPortuguês

Anima Christi, sanctifica me. Corpus Christi, salva me. Sanguis Christi, inebria me. Aqua lateris Christi, lava me. Passio Christi, conforta me. O bone Iesu, exaudi me. Intra tua vulnera absconde me. Ne permittas me separari a te. Ab hoste maligno defende me. In hora mortis meae voca me. Et iube me venire ad te, ut cum Sanctis tuis laudem te in saecula saeculorum.

Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das vossas chagas, escondei-me. Não permitais que eu me separe de Vós. Do inimigo maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir a Vós, para que com os vossos santos eu vos louve pelos séculos dos séculos.

Amém.

OrigemQuerida de Santo Inácio de Loyola · Mais antiga do que ele (séc. XIV); ele a recomenda nos Exercícios Espirituais

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A história desta oração

Muita gente pensa que o Anima Christi é de Santo Inácio, mas a oração é mais antiga: já circulava no começo do século XIV, e há quem a ligue ao papa João XXII, que a enriqueceu de indulgências. Aparece em manuscritos e livros de horas da época, e até numa inscrição do Alcázar de Sevilha.

Santo Inácio de Loyola a amava e a recomenda nos colóquios dos Exercícios Espirituais, e por isso ela costuma vir impressa no início do livro. Reza-se sobretudo depois da Comunhão, pedindo a Cristo, com o Corpo e o Sangue que acabamos de receber, que nos esconda nas suas chagas.

Perguntas frequentes

Quem escreveu o Anima Christi?

O autor é desconhecido. A oração é do século XIV, anterior a Santo Inácio, que a popularizou nos Exercícios Espirituais.

Quando rezar a Alma de Cristo?

O costume é depois da Comunhão, em ação de graças, mas pode ser rezada a qualquer hora, sobretudo diante do Santíssimo.

O que significa “Sangue de Cristo, inebriai-me”?

Pede que o amor de Cristo nos encha a ponto de nos tirar de nós mesmos, como o vinho novo dos Apóstolos em Pentecostes.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA