Santa Teresa de Ávila

Santa Teresa de Ávila

Nada te turbe — Nada te perturbe

O poema que ela guardava no breviário (c. 1570)

EspanholPortuguês

Nada te turbe,
nada te espante;
todo se pasa,
Dios no se muda;
la paciencia
todo lo alcanza;
quien a Dios tiene
nada le falta:
sólo Dios basta.

Nada te perturbe,
nada te espante;
tudo passa,
Deus não muda;
a paciência
tudo alcança;
quem tem a Deus
nada lhe falta:
só Deus basta.

OrigemSanta Teresa de Ávila · O poema que ela guardava no breviário (c. 1570)

Leitura relacionada →

A história desta oração

Santa Teresa de Jesus (1515-1582), a reformadora do Carmelo e primeira mulher declarada Doutora da Igreja (1970), escreveu estas nove linhas curtas, segundo a tradição carmelita, numa folha que guardava dentro do breviário. Por isso o poema é chamado também de “marcador de Teresa” (em espanhol, *letrilla*). Foi encontrado depois da sua morte, em outubro de 1582, na noite em que o calendário gregoriano suprimiu dez dias.

Não é uma oração dirigida a Deus, mas uma palavra dita à própria alma, como os salmos que falam consigo mesmos (“Por que estás triste, ó minha alma?”, Sl 42,6). Em nove versos ela resume a doutrina dos seus grandes livros: tudo o que assusta passa; Deus não muda; a paciência, que é a perseverança no amor, alcança tudo; e quem tem a Deus não tem o que lhe falte.

O texto é cantado hoje em todo o mundo e rezado por quem passa pela ansiedade, pela doença ou pelo luto. A versão portuguesa desta página é tradução nossa, literal, feita para ser rezada.

Perguntas frequentes

O que significa “Nada te turbe”?

“Turbar” é perturbar, agitar. Santa Teresa diz à sua alma que não se deixe agitar nem assustar por nada, porque tudo o que assusta passa e Deus permanece. É um convite à confiança, não à indiferença.

Quando rezar o Nada te turbe?

Nos momentos de ansiedade, medo ou luto, e antes de dormir. Por ser curto, pode ser repetido devagar, como uma jaculatória, até a alma sossegar. Muita gente o guarda, como Teresa, dentro do livro de orações.

Santa Teresa escreveu mesmo este poema?

A tradição carmelita, desde o século XVI, atribui-o a ela e conta que foi encontrado no seu breviário. Está publicado entre as suas Poesías e é citado pelo Papa e por carmelitas do mundo inteiro como palavra sua.

Outras orações: Orações dos santos

← Todas as orações tradicionais · Orações e novenas

Schola Gregoriana · CC BY-SA