Do Missal Romano

Confesso a Deus — Confiteor

Rezado no início da Missa, batendo no peito

LatimPortuguês

Confiteor Deo omnipotenti
et vobis, fratres,
quia peccavi nimis
cogitatione, verbo, opere et omissione:
mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.
Ideo precor beatam Mariam semper Virginem,
omnes Angelos et Sanctos,
et vos, fratres,
orare pro me ad Dominum Deum nostrum.

Confesso a Deus todo-poderoso
e a vós, irmãos,
que pequei muitas vezes
por pensamentos, palavras, atos e omissões:
por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa.
Por isso peço à bem-aventurada sempre Virgem Maria,
a todos os Anjos e Santos
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

OrigemDo Missal Romano · Rezado no início da Missa, batendo no peito

A história desta oração

O Confiteor é uma confissão geral dos pecados, feita diante de Deus e da Igreja. Começou como oração privada do sacerdote antes de subir ao altar e, por volta do século XI, já tinha uma forma parecida com a atual. O “mea culpa” acompanhado de três batidas no peito vem do publicano do Evangelho, que não ousava levantar os olhos (Lc 18,13).

A forma tradicional invoca, pelo nome, São Miguel, São João Batista, São Pedro e São Paulo; a forma atual, que está nesta página, é mais curta. Reza-se no começo da Missa e também antes da Comunhão fora da Missa e no exame de consciência da noite.

Perguntas frequentes

O Confiteor perdoa os pecados?

Rezado com verdadeiro arrependimento, ajuda a obter o perdão dos pecados veniais, como os outros sacramentais; os pecados graves exigem a Confissão sacramental.

Por que se bate no peito no “minha culpa”?

É o gesto do publicano arrependido do Evangelho (Lc 18,13): reconhecer que o pecado vem do próprio coração.

Qual a diferença entre o Confiteor antigo e o atual?

O antigo nomeia São Miguel, São João Batista, São Pedro e São Paulo e é dito duas vezes na Missa tradicional (sacerdote e acólitos); o atual é mais curto e dito uma vez por todos.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA