Leão XIII (1899); renovado todo ano na festa de Cristo Rei por ordem de Pio XI (1925)

Ato de Consagração ao Sagrado Coração de Jesus (Iesu dulcissime)

A consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei

LatimPortuguês

Iesu dulcissime, Redemptor humani generis, respice nos ante conspectum tuum humillime provolutos. Tui sumus, tui esse volumus; quo autem tibi coniuncti firmius esse possimus, en hodie sacratissimo Cordi tuo se quisque nostrum sponte dedicat.

Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, olhai para nós, humildemente prostrados diante de vós. Somos vossos e vossos queremos ser; e, para vivermos mais estreitamente unidos a vós, cada um de nós se consagra hoje espontaneamente ao vosso sacratíssimo Coração.

Te quidem multi novere numquam; te, spretis mandatis tuis, multi repudiarunt. Miserere utrorumque, benignissime Iesu, atque ad sanctum Cor tuum rape universos.

Muitos nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos rejeitaram. Tende piedade de uns e de outros, benigníssimo Jesus, e atraí-os todos ao vosso santo Coração.

Rex esto, Domine, nec fidelium tantum qui nullo tempore discessere a te, sed etiam prodigorum filiorum qui te reliquerunt: fac hos, ut domum paternam cito repetant, ne miseria et fame pereant.

Sede Rei, Senhor, não somente dos fiéis que nunca se afastaram de vós, mas também dos filhos pródigos que vos abandonaram: fazei que voltem depressa à casa paterna, para que não morram de miséria e de fome.

Rex esto eorum, quos aut opinionum error deceptos habet, aut discordia separatos, eosque ad portum veritatis atque ad unitatem fidei revoca, ut brevi fiat unum ovile et unus pastor.

Sede Rei dos que vivem enganados pelo erro ou separados pela discórdia, e chamai-os ao porto da verdade e à unidade da fé, para que em breve haja um só rebanho e um só pastor.

Largire, Domine, Ecclesiae tuae securam cum incolumitate libertatem; largire cunctis gentibus tranquillitatem ordinis; perfice, ut ab utroque terrae vertice una resonet vox: Sit laus divino Cordi, per quod nobis parta salus; ipsi gloria et honor in saecula.

Concedei, Senhor, à vossa Igreja uma liberdade segura e sem perigos; concedei a todos os povos a tranquilidade da ordem; fazei que de um a outro polo da terra ressoe uma só voz: Louvado seja o divino Coração que nos trouxe a salvação; a ele glória e honra por todos os séculos.

Amém.

OrigemLeão XIII (1899); renovado todo ano na festa de Cristo Rei por ordem de Pio XI (1925) · A consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei

A história desta oração

Na encíclica Annum Sacrum, de 25 de maio de 1899, o Papa Leão XIII anunciou a consagração de todo o gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus e publicou a fórmula, determinando que ela fosse feita nas igrejas em 11 de junho daquele ano.

Em 1925, ao instituir a festa de Cristo Rei com a encíclica Quas primas, Pio XI mandou que a consagração fosse renovada todos os anos nessa festa, e o texto recebeu alguns acréscimos. Mais tarde a fórmula foi abreviada, saindo os parágrafos sobre os povos ainda não cristãos; a forma que o Manual das Indulgências traz hoje é a reproduzida aqui.

O Manual das Indulgências concede indulgência plenária a quem reza publicamente este ato na solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (último domingo do Tempo Comum), com as condições habituais; nos outros dias, a indulgência é parcial. Também é costume rezá-lo na solenidade do Sagrado Coração e na entronização do Sagrado Coração nos lares.

Perguntas frequentes

Quando se reza o Ato de Consagração ao Sagrado Coração?

Publicamente na solenidade de Cristo Rei, com indulgência plenária; também na festa do Sagrado Coração e em qualquer dia, com indulgência parcial.

Quem compôs esta consagração?

Foi publicada por Leão XIII em 1899; Pio XI mandou renová-la todos os anos na festa de Cristo Rei, a partir de 1925.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA