Oração da Igreja, do Manual das Indulgências

Oração da Igreja, do Manual das Indulgências

Oração diante do Crucifixo (En ego, o bone et dulcissime Iesu)

Depois da Comunhão; indulgência plenária nas sextas-feiras da Quaresma

LatimPortuguês

En ego, o bone et dulcissime Iesu, ante conspectum tuum genibus me provolvo, ac maximo animi ardore te oro atque obtestor, ut meum in cor vividos fidei, spei et caritatis sensus, atque veram peccatorum meorum paenitentiam, eaque emendandi firmissimam voluntatem velis imprimere;
dum magno animi affectu et dolore tua quinque vulnera mecum ipse considero ac mente contemplor, illud prae oculis habens, quod iam in ore ponebat tuo David propheta de te, o bone Iesu:
Foderunt manus meas et pedes meos: dinumeraverunt omnia ossa mea.

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus, prostrado em vossa presença; e, com o mais ardente fervor de minha alma, vos peço e suplico que vos digneis gravar em meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firmíssimo propósito de emenda;
enquanto, com grande afeto e dor, considero em mim mesmo e contemplo em espírito as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos o que já o profeta Davi punha em vossa boca a vosso respeito, ó bom Jesus:
Transpassaram as minhas mãos e os meus pés; contaram todos os meus ossos.

Amém.

OrigemOração da Igreja, do Manual das Indulgências · Depois da Comunhão; indulgência plenária nas sextas-feiras da Quaresma

A história desta oração

A oração "En ego, o bone et dulcissime Iesu" é uma das orações de ação de graças depois da Comunhão mais conhecidas da tradição latina; ela vinha impressa nos missais, entre as orações de ação de graças para depois da Missa. O autor é desconhecido. O fim cita o Salmo 21 (22), 17-18, que a tradição cristã lê como palavras de Cristo na cruz: "Transpassaram as minhas mãos e os meus pés".

O Manual das Indulgências (Enchiridion Indulgentiarum) concede indulgência plenária ao fiel que, em qualquer sexta-feira da Quaresma, depois de comungar, reza piedosamente esta oração diante de uma imagem de Cristo crucificado; nos demais dias do ano, a indulgência é parcial. Valem as condições habituais da indulgência plenária: confissão sacramental, comunhão eucarística, oração pelas intenções do Papa e desapego de todo pecado, mesmo venial.

Reza-se de joelhos, olhando o crucifixo e meditando as cinco chagas. Em latim, "dulcissime" se lê "dultchíssime" e "vulnera" se lê "vúlnera".

Perguntas frequentes

Quando a Oração diante do Crucifixo dá indulgência plenária?

Nas sextas-feiras da Quaresma, rezada depois da Comunhão diante de uma imagem de Cristo crucificado, com as condições habituais.

E nos outros dias?

Nos demais dias do ano, rezá-la com devoção concede indulgência parcial.

Outras orações: Eucaristia

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Schola Gregoriana · CC BY-SA