Lembrai-vos, ó puríssimo esposo de Maria sempre Virgem, meu amoroso protetor São José, que nunca se ouviu dizer que alguém tenha invocado a vossa proteção ou implorado o vosso auxílio sem ter sido consolado. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós me recomendo com fervor. Não desprezeis a minha súplica, ó pai adotivo do nosso Redentor, mas dignai-vos acolhê-la com bondade.
Amém.
A história desta oração
Esta oração segue de perto o Lembrai-vos (Memorare) dirigido a Nossa Senhora, uma das orações marianas mais conhecidas: a mesma lembrança de que ninguém que recorreu foi abandonado, a mesma confiança, o mesmo pedido final para que a súplica não seja desprezada. Aqui, porém, quem é lembrado é São José, “puríssimo esposo de Maria” e “pai adotivo do nosso Redentor”.
Não se sabe quem a escreveu. O Papa Pio IX a enriqueceu com uma indulgência por um breve de 26 de junho de 1863, e ela aparece desde então nas coleções de orações indulgenciadas, como a Raccolta, de onde vem o texto inglês dado aqui. As normas das indulgências foram revistas depois do Concílio, mas a oração continua muito rezada, sobretudo em março, o mês de São José.
A confiança em São José
A certeza de que São José não deixa sem resposta quem o invoca tem um testemunho célebre: Santa Teresa de Ávila escreveu no Livro da Vida (capítulo 6) que não se lembrava de lhe ter pedido coisa alguma que ele deixasse de lhe conceder, e pedia que quem não acreditasse fizesse a experiência. Com Pio IX, que em 1870 o declarou Padroeiro da Igreja Universal, essa confiança tornou-se devoção de toda a Igreja.
Quando rezar
Às quartas-feiras, dia tradicionalmente dedicado a São José; em março e especialmente na sua solenidade, 19 de março, que cai sempre na Quaresma; durante a novena de São José; e sempre que uma necessidade aperta, pela família, pelo trabalho, pela casa, por uma boa morte.
Em português a oração circula também com “castíssimo esposo da Virgem Maria”. A tradução dada aqui foi feita a partir do texto da Raccolta.