Salmo 129 (130), rezado pelos fiéis defuntos

De profundis — o Salmo 130 pelos falecidos

“Das profundezas clamo a vós, Senhor”: o salmo da Igreja pelos mortos

LatimPortuguês

De profundis clamavi ad te, Domine:
Domine, exaudi vocem meam.

Das profundezas clamo a vós, Senhor:
Senhor, escutai a minha voz.

Fiant aures tuae intendentes
in vocem deprecationis meae.

Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Si iniquitates observaveris, Domine,
Domine, quis sustinebit?

Se tiverdes em conta as iniquidades, Senhor,
Senhor, quem poderá subsistir?

Quia apud te propitiatio est;
et propter legem tuam sustinui te, Domine.

Porque junto de vós está o perdão,
e por causa da vossa lei esperei em vós, Senhor.

Sustinuit anima mea in verbo eius:
speravit anima mea in Domino.

Minha alma esperou na sua palavra,
minha alma confiou no Senhor.

A custodia matutina usque ad noctem
speret Israel in Domino.

Desde a vigília da manhã até a noite,
espere Israel no Senhor.

Quia apud Dominum misericordia,
et copiosa apud eum redemptio.

Porque no Senhor está a misericórdia,
e junto dele, copiosa redenção.

Et ipse redimet Israel
ex omnibus iniquitatibus eius.

E ele mesmo há de remir Israel
de todas as suas iniquidades.

℣. Requiem aeternam dona eis, Domine.
℟. Et lux perpetua luceat eis.
℣. Requiescant in pace.
℟. Amen.

℣. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
℣. Descansem em paz.
℟. Amém.

OrigemSalmo 129 (130), rezado pelos fiéis defuntos · “Das profundezas clamo a vós, Senhor”: o salmo da Igreja pelos mortos

A história desta oração

O De profundis é o Salmo 129 na numeração da Vulgata latina e 130 na da Bíblia hebraica, que a maior parte das Bíblias de hoje segue. É um dos “cânticos das subidas”, que os peregrinos cantavam a caminho de Jerusalém, e um dos sete salmos penitenciais da tradição cristã, o sexto. Começa com um grito, das profundezas, e termina na certeza de que no Senhor há “copiosa redenção”.

Por que se reza pelos mortos

A Igreja reza este salmo pelos falecidos há muitos séculos. No Ofício dos Defuntos tradicional, ele está nas Vésperas, e no fim dos salmos não se diz o “Glória ao Pai”, mas o “Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso”. Por isso, rezado pelos mortos, o De profundis termina com o Requiem aeternam, como aqui.

Em 1736 o Papa Clemente XII concedeu uma indulgência a quem, ao toque do sino, uma hora depois da Ave-Maria da noite, rezasse de joelhos o De profundis com o Requiem aeternam no fim, pelas almas do Purgatório. Quem não soubesse o salmo de cor podia rezar um Pai-Nosso e uma Ave-Maria com o Requiem. As normas das indulgências foram revistas desde então, mas o costume de rezar o De profundis pelos mortos ao fim do dia continua belíssimo.

Quando rezar

Sozinho ou em família, no velório, diante de um túmulo, na Missa de sétimo dia, no aniversário de falecimento, e especialmente em novembro, o mês das almas, e no Dia de Finados, 2 de novembro. Para uma só pessoa, diz-se: “Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, e a luz perpétua o (a) ilumine. Descanse em paz.”

Perguntas frequentes

O De profundis é o Salmo 129 ou 130?

Os dois números são o mesmo salmo: 129 na numeração da Vulgata latina (e das Bíblias católicas antigas), 130 na numeração hebraica, usada pela maioria das Bíblias atuais.

Por que o De profundis é rezado pelos falecidos?

Porque a Igreja o reza no Ofício dos Defuntos e porque é um pedido de misericórdia que termina na esperança da redenção. Rezado pelos mortos, termina com o “Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso” no lugar do “Glória ao Pai”.

O que quer dizer “De profundis”?

“Das profundezas”, as primeiras palavras do salmo em latim: “De profundis clamavi ad te, Domine”, “Das profundezas clamo a vós, Senhor”.

Outras orações: Pelos falecidos

← Todas as orações tradicionais · Orações e novenas

Schola Gregoriana · CC BY-SA