Atribuído a Nicetas de Remesiana, c. 400

Te Deum (A vós, ó Deus, louvamos)

O grande hino de ação de graças da Igreja

LatimPortuguês

Te Deum laudámus: te Dóminum confitémur.
Te ætérnum Patrem omnis terra venerátur.
Tibi omnes Ángeli; tibi cæli et univérsæ potestátes;
tibi Chérubim et Séraphim incessábili voce proclámant:
Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dóminus Deus Sábaoth.
Pleni sunt cæli et terra maiestátis glóriæ tuæ.
Te gloriósus Apostolórum chorus,
te Prophetárum laudábilis númerus,
te Mártyrum candidátus laudat exércitus.
Te per orbem terrárum sancta confitétur Ecclésia,
Patrem imménsæ maiestátis;
venerándum tuum verum et únicum Fílium;
Sanctum quoque Paráclitum Spíritum.
Tu Rex glóriæ, Christe.
Tu Patris sempitérnus es Fílius.
Tu ad liberándum susceptúrus hóminem, non horruísti Vírginis úterum.
Tu, devícto mortis acúleo, aperuísti credéntibus regna cælórum.
Tu ad déxteram Dei sedes, in glória Patris.
Iudex créderis esse ventúrus.
Te ergo quǽsumus, tuis fámulis súbveni, quos pretióso sánguine redemísti.
Ætérna fac cum sanctis tuis in glória numerári.

Nós vos louvamos, ó Deus; nós vos confessamos Senhor.
A vós, Pai eterno, venera toda a terra.
A vós todos os Anjos, a vós os céus e todas as potestades,
a vós os Querubins e os Serafins proclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos.
Os céus e a terra estão cheios da majestade da vossa glória.
A vós louva o glorioso coro dos Apóstolos,
a vós a venerável multidão dos Profetas,
a vós o exército resplandecente dos Mártires.
A vós, por toda a terra, confessa a santa Igreja:
Pai de imensa majestade;
vosso adorável, verdadeiro e único Filho;
e também o Espírito Santo Paráclito.
Vós sois o Rei da glória, ó Cristo.
Vós sois o Filho eterno do Pai.
Vós, para libertar o homem que havíeis de assumir, não desdenhastes o seio da Virgem.
Vós, vencido o aguilhão da morte, abristes aos que creem o reino dos céus.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai.
Cremos que haveis de vir como juiz.
Por isso vos pedimos: socorrei os vossos servos, que remistes com o vosso precioso sangue.
Fazei que sejam contados entre os vossos santos na glória eterna.

℣. Salvum fac pópulum tuum, Dómine, et bénedic hereditáti tuæ.
℟. Et rege eos, et extólle illos usque in ætérnum.
℣. Per síngulos dies benedícimus te.
℟. Et laudámus nomen tuum in sǽculum, et in sǽculum sǽculi.
℣. Dignáre, Dómine, die isto sine peccáto nos custodíre.
℟. Miserére nostri, Dómine, miserére nostri.
℣. Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos, quemádmodum sperávimus in te.
℟. In te, Dómine, sperávi: non confúndar in ætérnum.

℣. Salvai o vosso povo, Senhor, e abençoai a vossa herança.
℟. Governai-os e exaltai-os para sempre.
℣. Todos os dias vos bendizemos.
℟. E louvamos o vosso nome pelos séculos, pelos séculos dos séculos.
℣. Dignai-vos, Senhor, guardar-nos neste dia sem pecado.
℟. Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
℣. Desça sobre nós, Senhor, a vossa misericórdia, assim como em vós esperamos.
℟. Em vós, Senhor, esperei: não serei confundido para sempre.

OrigemAtribuído a Nicetas de Remesiana, c. 400 · O grande hino de ação de graças da Igreja

A história desta oração

O Te Deum é o grande hino de louvor e ação de graças da Igreja latina. Uma lenda medieval dizia que Santo Ambrósio e Santo Agostinho o improvisaram, em versos alternados, no batismo de Agostinho em Milão, na Páscoa de 387 — por isso foi chamado de “hino ambrosiano”. Os estudiosos hoje o atribuem, com mais probabilidade, a Nicetas, bispo de Remesiana (na atual Sérvia), por volta do ano 400.

O hino tem três partes: o louvor à Santíssima Trindade, unido ao dos Anjos, Apóstolos, Profetas e Mártires; a confissão de Cristo, Rei da glória, que nasceu da Virgem e venceu a morte; e uma série de súplicas tiradas dos Salmos. É cantado no fim do Ofício das Leituras (as antigas Matinas) aos domingos fora da Quaresma, nas solenidades e festas, e em toda ação de graças solene: eleição de um Papa, sagrações, vitórias, fim de ano.

O Enchiridion Indulgentiarum concede indulgência parcial a quem o reza em ação de graças, e indulgência plenária, nas condições habituais, a quem participa devotamente da sua recitação ou canto solene no último dia do ano, em ação de graças pelos benefícios do ano.

Perguntas frequentes

Quem escreveu o Te Deum?

A tradição o atribuía a Santo Ambrósio e Santo Agostinho; hoje se considera mais provável que seja de Nicetas de Remesiana, por volta do ano 400.

Quando se canta o Te Deum?

No fim do Ofício das Leituras aos domingos fora da Quaresma e nas festas, e em ações de graças solenes, especialmente em 31 de dezembro.

Rezar o Te Deum em 31 de dezembro dá indulgência?

Sim. Quem participa devotamente da recitação ou do canto solene do Te Deum no último dia do ano pode lucrar indulgência plenária, nas condições habituais (confissão, Comunhão, oração pelas intenções do Papa e desapego de todo pecado).

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Schola Gregoriana · CC BY-SA