Atribuída ao Cardeal Rafael Merry del Val (†1930)

Ladainha da Humildade

Pedindo para ficar livre do desejo de estima e do medo da humilhação

Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.

Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser exaltado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser preferido aos outros, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus.

Do medo de ser humilhado, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser desprezado, livrai-me, Jesus.
Do medo de sofrer repreensões, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser caluniado, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser esquecido, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser injustiçado, livrai-me, Jesus.
Do medo de ser alvo de suspeitas, livrai-me, Jesus.

Que os outros sejam mais amados do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam mais estimados do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que, na opinião do mundo, os outros cresçam e eu diminua, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam escolhidos e eu deixado de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam louvados e eu passe despercebido, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam preferidos a mim em tudo, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros se tornem mais santos do que eu, contanto que eu me torne tão santo quanto devo, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Amém.

OrigemAtribuída ao Cardeal Rafael Merry del Val (†1930) · Pedindo para ficar livre do desejo de estima e do medo da humilhação

A história desta oração

A Ladainha da Humildade costuma ser atribuída ao Cardeal Rafael Merry del Val (1865-1930), secretário de Estado de São Pio X, homem conhecido pela vida de oração e pela discrição. Mas há uma ladainha quase igual publicada em inglês em 1880, "traduzida do francês", e outra parecida de 1867: o mais provável é que o cardeal rezasse e divulgasse uma oração que já circulava, cujo autor original não se conhece.

Ela não pertence à liturgia; é oração particular. Tem duas partes: na primeira, pede-se a Jesus que livre a alma do desejo de ser estimado e do medo de ser humilhado; na segunda, pede-se a graça de desejar que os outros sejam mais amados, escolhidos e santos do que nós, "contanto que eu me torne tão santo quanto devo".

É uma oração exigente, rezada por muitos fiéis como exame diário do amor-próprio. Não há texto latino original conhecido; por isso apresentamos a forma inglesa tradicional e a tradução em português.

Perguntas frequentes

Quem escreveu a Ladainha da Humildade?

É atribuída ao Cardeal Merry del Val (†1930), mas versões quase iguais já tinham sido publicadas em 1867 e 1880; o autor original é desconhecido.

A Ladainha da Humildade existe em latim?

Não se conhece um original latino; as versões em latim que circulam são traduções recentes.

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Schola Gregoriana · CC BY-SA