Tu es Christus, pater meus sanctus, Deus meus pius, rex meus magnus, pastor meus bonus, magister meus unus, adiutor meus optimus, dilectus meus pulcherrimus, panis meus vivus, sacerdos meus in aeternum, dux meus ad patriam, lux mea vera, dulcedo mea sancta, via mea recta, sapientia mea praeclara, simplicitas mea pura, concordia mea pacifica, custodia mea tota, portio mea bona, salus mea sempiterna.
Tu és o Cristo, meu Pai santo, meu Deus de bondade, meu grande Rei, meu bom Pastor, meu único Mestre, meu melhor auxílio, meu Amado belíssimo, meu Pão vivo, meu Sacerdote para sempre, meu guia para a pátria, minha luz verdadeira, minha doçura santa, meu caminho reto, minha sabedoria luminosa, minha simplicidade pura, minha concórdia pacífica, minha guarda inteira, minha boa porção, minha salvação eterna.
Christe Iesu, amabilis Domine, cur amavi, quare concupivi in tota vita mea quidquam praeter te, Iesum Deum meum? Ubi eram, quando tecum in mente non eram? Iam ex hoc nunc, omnia desideria mea, incalescite et effluite in Dominum Iesum; currite, satis hactenus tardastis; properate quo pergitis; quaerite quem quaeritis.
Cristo Jesus, Senhor amável, por que amei, por que desejei, em toda a minha vida, alguma coisa fora de vós, Jesus, meu Deus? Onde estava eu quando não estava convosco em pensamento? Desde já, desde agora, todos os meus desejos, acendei-vos e correi para o Senhor Jesus; correi, já demorastes demais; apressai-vos para onde ides; procurai a quem procurais.
Iesu, qui non amat te, anathema sit; qui te non amat, amaritudinibus repleatur. O dulcis Iesu, te amet, in te delectetur, te admiretur omnis sensus bonus, tuae conveniens laudi. Deus cordis mei et pars mea, Christe Iesu, deficiat cor meum spiritu suo, et vivas tu in me, et concalescat in spiritu meo vivus carbo amoris tui, et excrescat in ignem perfectum; ardeat iugiter in ara cordis mei, ferveat in medullis meis, flagret in absconditis animae meae; in die consummationis meae consummatus inveniar apud te.
Jesus, quem não vos ama seja anátema; quem não vos ama encha-se de amarguras. Ó doce Jesus, que todo bom sentimento, digno do vosso louvor, vos ame, em vós se deleite, vos admire. Deus do meu coração e minha porção, Cristo Jesus, desfaleça o meu coração no seu próprio espírito, e vivei vós em mim; que se acenda no meu espírito a brasa viva do vosso amor e cresça até ser fogo perfeito; que arda sem cessar no altar do meu coração, ferva nas minhas entranhas, queime no mais escondido da minha alma; e que, no dia da minha consumação, eu seja encontrado consumado junto de vós.
Amém.
OrigemAtribuída a Santo Agostinho (Solilóquios medievais); citada por Montfort no Tratado, n. 67 · "Tu és o Cristo, meu Pai santo" — a oração que Montfort transcreve no início do Tratado