calmo!

sentado -
observando
trocando olhares
entre um suspirar nu
olho para o azul do céu
imagino o sorriso das nuvens
reflito sobre a grandeza do abismo
entre o céu e a terra - entre você e eu
se o vento é capaz de tornar-se um furacão
por que não será capaz de transportar o meu amor?
eu vou tirar você da cabeça - e dar livre curso ao vento
vou fazer o mesmo com a angústia que habita em meu ser
e permitir que a vida tenha o rumo do impetuoso e do estrondo
das compridas tempestades e dos trovões intransponíveis - dispersos
que sentia em altas porções, e que hoje escasso - instantes separados
faz com que eu me sinta menor, enfraquecido - cambaleando em mim
como despreparado para algo maior - que não conheço e temo ante
a verdade que conheço e como não me apercebesse – estranho
tenho sido como um vizinho em minha própria alma, só
meus sonhos não entendem - explicação infantil
incapaz de corresponder ao instinto natural
que pede e sente - ância pelo eterno
como não reconhecer a alegria
que emana de um coração
repleto - transbordando
desse conhecimento
profundamente ao
avesso de todo
costume -
únicO!?