Resumo do vídeo

Da lei à graça: oferecer os membros a Deus

Depois de alguns meses de ausência — motivada, conta ele, pelo seu casamento —, Gustavo retoma as formações do blog Vou Nessa Direção com um encontro que é, ao mesmo tempo, ensino e oração. O ponto de partida é uma pergunta incômoda: por que tantas vezes desanimamos, perdemos o foco e nos afundamos no pecado, mesmo depois de já termos experimentado a graça de Deus? A resposta, diz ele, é que desistimos de lutar e permitimos que o pecado volte a reinar em nosso corpo mortal. A partir da Carta aos Romanos, o vídeo propõe um caminho simples e exigente: não basta querer "vencer" o pecado pela própria força; é preciso decidir oferecer a Deus tudo o que somos, para que os nossos membros se tornem instrumentos da graça.

Gustavo explica que gravou a formação logo após participar da Missa e de um momento de adoração ao Santíssimo, no qual sente ter recebido a palavra que agora partilha. Por isso adverte que a maior parte do encontro não é ensino, mas intercessão, oração e derramamento de graça. Ele conduz o ouvinte por uma reflexão sobre a escravidão ao pecado, passa por um chamado à consagração de toda a vida e termina com um longo momento de proclamação e libertação, apoiado no Salmo 75, que dá nome ao vídeo: a "sentença de libertação".

Por que o pecado volta a reinar

O eixo do ensino é Rm 6,12-14: "não reine o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites, nem ofereçais os vossos membros ao pecado como instrumentos do mal". Gustavo observa que, quando aos poucos deixamos de lutar contra o pecado, contra as dificuldades e contra a mentalidade do mundo, na prática estamos permitindo que o pecado reine e passamos a obedecer aos seus apetites. Recorre também à confissão de São Paulo em Rm 7,19 — "o mal que não quero, faço; e o bem que quero, não faço" — para mostrar que essa luta é comum a todos e que reconhecê-la é o primeiro passo.

Ninguém está fora dessa luta

Antecipando a objeção de que ele falaria de um lugar confortável por já estar casado, Gustavo insiste que a batalha é a mesma para todos, independentemente do estado de vida — leigo, casado, religioso ou padre. Também desfaz a ideia de que só está no pecado quem vive um vício visível: pessoas famosas, ricas ou de talento que oferecem o próprio corpo ao pecado estão na mesma situação, mesmo quando a sociedade não enxerga isso como algo negativo. Muitas vezes, alerta, oferecemos nossos membros ao mal de forma inconsciente, sem perceber.

O remédio: oferecer-se a Deus como instrumento da graça

Se o problema é deixar o pecado reinar, o remédio está no versículo seguinte: "oferecei-vos a Deus como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço". Gustavo destaca a palavra que sente ter recebido na adoração — instrumento da graça — e convida a entregar a Deus corpo, alma, espírito, inteligência, a sexualidade, as finanças, tudo o que faz parte da existência. Esse, afirma, não é apenas um modo, mas o único modo de o pecado não reinar em nós. E propõe um gesto concreto: renovar a consagração da própria vida, do casamento, da vida religiosa, do ministério, do grupo de oração, da família e até do lugar de oração.

Reservatório, não canal

Retomando uma frase que ouviu de Anderson Reyes, atribuída a um santo, Gustavo lembra que não somos chamados a ser apenas canal da graça, porque o canal seca, mas reservatório: um lugar onde a graça de Deus passa e ao mesmo tempo permanece. A partir daí, dirige-se a quem se julga sem dons ou incapaz de alcançar a própria vocação: Deus dá a todos os mesmos dons do Espírito Santo. Os apóstolos, diz, não realizavam grandes coisas por serem grandes, mas porque ofereciam seus membros a Deus como sacrifício vivo e tinham a fé de deixar Deus agir no tempo e do modo que Ele quisesse.

Testemunho: perder-se sem perder a fé

Gustavo partilha experiências pessoais para tornar o apelo concreto. Fala dos quatro anos vividos no Reino Unido e da advertência que ouvira antes de deixar o Brasil, de que ali poderia perder a fé; responde que não a perdeu, mas ficou perdido por um tempo, embora a fé sempre estivesse dentro dele. Adverte sobre quem serve a Deus só enquanto as coisas vão mal e o abandona quando melhoram, e confessa ter preferido humilhar-se diante de Deus a ser humilhado pela vida. Conta ainda como pedia ao Espírito Santo que abrisse seus ouvidos para entender o inglês enquanto trabalhava em bar e restaurante, e como saiu de uma depressão profunda após um encontro forte com Jesus e Nossa Senhora, um dia comum, na cozinha de casa.

A sentença de libertação (Salmo 75)

Na segunda metade, o vídeo se transforma em oração de intercessão e libertação. Sobre o Salmo 75, Gustavo proclama que Deus quebra as muralhas — os pecados que separam a pessoa de Deus — e envia luz a quem caminha no escuro. Reza pela libertação de vícios como masturbação, pornografia, drogas e pecados contra a castidade, de toda contaminação espiritual e de trabalhos de feitiçaria, e ordena, em nome de Jesus, que todo espírito de depressão e de opressão se retire. Invocando a saudação de Maria a Isabel — o "shalom", a paz — pede que o ouvinte seja cheio da graça e do Espírito Santo, e, unindo o Salmo à certeza de Rm 8,38-39 ("nada pode nos separar do amor de Deus"), conclui pedindo ao ouvinte que deixe Deus agir, receba o sangue e a água do Coração de Jesus e permita que a própria vida volte a dar fruto.

A vitória não está em vencer; a vitória está em fazer uma decisão: a partir de hoje, os meus membros eu consagro a Deus.

Para levar para a vida

  • Reconhecer, sem medo, as áreas em que se deixou o pecado voltar a reinar — como fez São Paulo ao confessar sua própria luta.
  • Renovar hoje a consagração de tudo o que se é e se tem: corpo, mente, sexualidade, trabalho, finanças, vocação e família.
  • Buscar as fontes da graça que sustentam a decisão: a Missa, a adoração ao Santíssimo, a oração diária e a confiança de deixar Deus agir no Seu tempo.
  • Não desistir por causa do desânimo, da depressão ou da sensação de fracasso: sob a graça, nada pode nos separar do amor de Deus.

Passagens citadas: Rm 6,12-14; Rm 7,19; Rm 8,38-39; Sl 75; Lc 1,39-45

Transcrição completa do vídeo

Transcrição integral do áudio do vídeo, organizada em parágrafos para facilitar a leitura.

Olá, meus amigos, tudo bem? Bem-vindos ao blog Vou Nessa Direção. Há algum tempo que a gente não se encontra. Eu quero dizer que agora eu estou casado, e talvez esse seja o motivo pelo qual nós ficamos sem informações nos últimos meses. Mas, sem perder muito tempo, nós vamos começar essa formação de hoje. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

A tua presença, Senhor Deus, queremos pedir a tua graça sobre esse momento, sobre cada uma das pessoas que vão assistir essa formação, para que sirva para a santificação delas, pela intercessão da tua mãe, Jesus. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Amém, meus irmãos. Que alegria poder voltar aqui e poder partilhar com vocês da palavra de Deus, poder partilhar com vocês da graça de Deus. A graça de Deus é maravilhosa, e o que Deus faz na nossa vida é incrível, incrível. É bem o que o autor da Carta aos Hebreus diz: não somos de perder a fé e desanimar, mas somos de manter a fé e alcançar as vitórias, e alcançar as promessas, e alcançar o que Deus planejou para nós.

Por que muitas vezes nós desanimamos? Por que muitas vezes nós perdemos a fé? Por que muitas vezes nós não nos firmamos na fé, como nós partilhamos no vídeo anterior, nos vídeos anteriores, nas formações aqui do blog, que você pode conferir sobre a fé? Por que isso acontece? Por que a gente perde o foco? Por que a gente perde a graça? Por que a gente se afunda no pecado? A gente se deixa enredar de tal forma pelo pecado, pelo mundo, pelo prazer, pelo demônio, que a gente acaba se tornando instrumento do demônio.

Olha só o que o próprio Paulo — aquele que Deus derrubou do cavalo quando estava perseguindo os cristãos, e deixou ele cego por três dias, para ele parar de olhar para fora e olhar para dentro dele mesmo —, o que ele escreveu e confessou na sua Carta aos Romanos, no capítulo 7, versículo 19: o mal que não quero, faço, e o bem que quero fazer, não faço. Será que nós já caímos nisso, como Paulo, e podemos reconhecer isso também? Que nós somos escravos do pecado, escravos do nosso corpo, submissos à carne, aos desejos, às paixões desordenadas, contra as quais nós temos que constantemente estar lutando? E é por isso, meus irmãos: porque nós desistimos de lutar.

E esse vídeo, essa formação de hoje, é uma pequena parte de formação, mas a maior parte dela é de intercessão, é de oração, é de derramamento de graça. Porque um pouco antes de eu estar gravando esse vídeo aqui para vocês, eu estava diante da presença de Jesus sacramentado, eu estava na Missa; depois eu fui para a adoração, e na adoração Deus colocou essa palavra no meu coração, e eu quero partilhar com você.

Então, se você tem a sua Bíblia aí, se você puder abrir; ou, se não puder abrir, deixe que eu leio. Aqui, o poder da palavra de Deus pode ultrapassar onde quer que você esteja assistindo a esse vídeo, através desse tablet, através da tela do seu celular, através do seu tablet ou da sua televisão, e ela pode te tocar. Basta você se abrir. Então eu convido você a se abrir ao poder da palavra de Deus, meus irmãos.

Nesse capítulo 6 de Romanos, no versículo 12: não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites, nem ofereçais os vossos membros ao pecado como instrumentos do mal. Oferecei-vos a Deus, como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros sejam instrumentos do bem ao seu serviço. O pecado já não vos dominará, porque agora não estais mais sob a lei, e sim sob a graça. Amém, palavra do Senhor. Graças a Deus. Graças a Deus.

Que palavra maravilhosa que Paulo escreve! Eu escrevi uma formação sobre São Paulo, e sobre por que o amor de Cristo nos impele, por que o amor de Cristo nos constrange. Então, se você lê em inglês, eu convido você a dar uma olhada aqui — se você estiver no YouTube, no primeiro link aqui da descrição do vídeo — para você refletir sobre isso também. Paulo é uma pessoa espetacular.

Mas: não reine o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. Fala a verdade, meus irmãos: quando eu e você desanimamos, quando eu e você vamos, aos poucos, aos poucos, aos poucos, deixando de lutar contra o pecado, deixando de lutar contra as dificuldades, deixando de lutar contra a mentalidade, não é? É porque nós estamos permitindo que o pecado reine no nosso corpo mortal. E o que nós fazemos? Nós obedecemos aos seus apetites.

Ora, meus irmãos, essa carne é podre. Essa carne não pode continuar sendo escrava do pecado. O pecado não pode continuar reinando na nossa carne, não pode. "Ah, mas é claro, Gustavo, você fala isso porque você está aí, você está numa outra realidade, você está casado." Não, senhor, é a mesma coisa. Eu podia permitir que o pecado reinasse na minha carne, e eu ia ficar igual a um escravo querendo viver atrás de sexo, querendo viver atrás daquilo que satisfaz a minha carne, dentro ou fora do meu casamento.

Você também, independentemente do seu estado de vida — se você é religioso, se você é um padre, se você é um leigo, se você faz parte de uma comunidade, se você está casado como eu —, independentemente da situação, o pecado quer reinar nos nossos corpos. Mas o que Paulo diz é: não reine o pecado em vosso corpo a ponto de que obedeçais aos seus apetites, nem ofereçais os vossos membros ao pecado como instrumentos do mal.

Quando a gente oferece os seus dons para o pecado... Na verdade, nós conhecemos gente famosa, gente rica, gente que tem dom, que oferece os seus membros para o pecado. Não é só gente que está nos vícios, porque a gente tem essa tendência de ver que, se uma pessoa está lá no vício, está tendo a família destruída, ela está no pecado; mas, se um famoso também oferece o seu corpo para o pecado, que também faz parte com o demônio, a gente não vê coisa negativa. Isso daí está errado, gente. É a mesma coisa. O pecado está reinando no corpo da pessoa, a pessoa está obedecendo aos apetites e oferece os membros dela para o mal, consentindo ou inconscientemente também. Muitas vezes você e eu fazemos isso sem a gente perceber, ou percebendo.

Mas qual é o remédio? Qual é o segredo, se a gente não quer que o pecado reine no nosso corpo e que a gente obedeça aos seus apetites? É isso daqui: oferecei-vos a Deus como vivos, salvos da morte, para que os vossos membros... — uma palavra que Deus colocou no meu coração agora há pouco, na adoração aqui — ...instrumento da graça, instrumento de Deus. Nós temos que oferecer os nossos membros, o nosso corpo, a nossa alma, o nosso espírito, a nossa inteligência, o nosso consciente, subconsciente, inconsciente, a nossa sexualidade, as nossas finanças, o nosso dinheiro; a gente tem que oferecer tudo para Deus, tudo que faz parte da nossa existência, para ser usado como Deus quer.

E esse não é um modo: esse é o único modo pelo qual o pecado não vai reinar no nosso corpo, e a gente não vai obedecer aos apetites, e a gente não vai ter os nossos membros oferecidos ao mal. O único modo é oferecendo os nossos membros ao bem, ao serviço de Deus, sendo instrumentos da graça de Deus para quem estiver ao seu redor. Os membros — como isso é importante! Como isso é importante!

Você aí que está desanimado... Deus colocava no meu coração pessoas que assistiriam a esse vídeo, que estariam desanimadas, enfraquecidas, que falariam — até enquanto você começou a assistir a esse vídeo — "lá vem outro vídeo que não vai adiantar nada". É por isso. Enquanto você não assumir isso, "eu preciso ser um instrumento da graça de Deus, eu preciso oferecer os meus membros para Deus", você não vai conseguir vencer esse desânimo, essa tristeza, essa angústia, essa dificuldade, essa tribulação. A vitória não está em vencer; a vitória está em fazer uma decisão: a partir de hoje, os meus membros eu consagro a Deus.

"Ah, mas eu já consagrei tantas vezes." Então a gente tem que renovar essa consagração. Consagra a sua sexualidade, consagra o seu casamento, consagra a sua vida religiosa, consagra o seu ministério, consagra o seu grupo de oração, consagra o estado de vida que você está vivendo, consagra a sua família, consagra o seu quarto, consagra o seu lugar de oração. Oferece tudo que você puder para Deus, oferece para ser instrumento do bem, para ser um canal da graça.

E olha só, meus irmãos, que maravilha: o Anderson Reyes um dia partilhou essa frase de algum santo — eu me esqueci agora —, mas ele diz assim: nós não somos chamados para ser canal da graça, porque o canal seca; mas nós somos chamados a ser um reservatório, onde a graça de Deus passa sobre nós, mas ela também permanece em nós.

A graça de Deus atravessa de um dom que você tem, que você fica escondendo. Eu quero falar isso aqui para você, você que fica achando que você não tem dom, que você não consegue alcançar aquilo que Deus tem para a sua vida, não consegue chegar na sua vocação; você que acha que Deus não te deu isso porque você nunca para de ofender a Deus. Deus fez você perfeito, Deus te deu todos os dons, os mesmos dons do Espírito Santo que estão em você. Os mesmos dons que estavam em Davi estão em nós; os mesmos dons que estavam nos apóstolos estavam em nós. E, se os apóstolos operavam grandes coisas, não era porque eles eram grandes, mas porque eles ofereciam os seus membros a Deus como sacrifício vivo, e eles tinham a fé que nós não temos: de permitir que Deus faça tudo o que ele quiser, no tempo que ele quiser, na hora que ele quiser, onde ele quiser, do jeito que ele quiser.

Muitas pessoas começam nos serviços de Deus e depois desanimam, e depois enfraquecem, depois voltam atrás. Outras pessoas começam a servir a Deus porque as coisas estão ruins; quando as coisas melhoram, param de servir a Deus. Eu estou sentindo sobre isso também. Fazem quatro anos que eu estou morando aqui no Reino Unido, e antes de eu sair do Brasil uma pessoa falou assim para mim: "cuidado, que lá é frio; cuidado, que lá é um lugar onde você pode perder a sua fé". Eu quero falar uma coisa para você, meu irmão: eu não perdi a minha fé. Eu fiquei perdido durante um tempo, mas a fé sempre esteve dentro de mim.

Você sai da realidade em que você está, as coisas melhoram para você, e você abandona a Deus. Não é porque Deus te abençoou e você caiu no esfriamento; é porque você nunca teve fé, você queria vergonha na cara. Então, você que está assistindo aí, que passou por essa situação — as coisas melhoraram para você, depois você entrou no serviço de Deus, você fez tudo para Deus, e Deus te abençoou, Deus te honrou e Deus te deu graças, e Deus libertou a sua família, Deus fez maravilhas, e você caiu no pecado e está achando que agora você não precisa mais de Deus —, você vai passar e você vai se humilhar diante de Deus de novo.

Então eu prefiro... Se eu fosse você — eu fiz isso —, eu preferi me humilhar diante de Deus do que deixar que a vida, as pessoas e tudo ao meu redor me humilhassem, que eu perdesse tudo, e voltasse para Deus chorando por ser um sem-vergonha, porque é isso que a gente é. Oferecer os nossos membros a Deus, para que sejam instrumentos do bem ao seu serviço.

E olha só: se a gente fizer isso... Aqui é uma certeza que São Paulo experimentou, o mesmo que falou assim: "o mal que eu não quero, faço; o bem que eu quero fazer, não faço", nessa constante luta. Se a gente oferecer os nossos membros para ser instrumentos do bem, isso não terminará mal, porque agora não estais mais sob a lei, mas sob a graça. Nós estamos sob a ação da graça de Deus, independentemente de qual for a sua dificuldade, independentemente de qual for a sua tribulação, independentemente se você está pensando que você já nadou, nadou, nadou, e nunca vai dar certo; se você está pensando que você nunca vai encontrar a sua vocação; se você está pensando que você nunca vai sair dessa situação que você está vivendo, seja de miséria, seja de pobreza, seja física, seja psíquica, seja espiritual; se você está passando por uma depressão. Eu quero proclamar aqui para você, em nome de Jesus: você não está mais sob a lei, mas você está sob a graça, quando você oferece os seus membros para Deus.

Por isso, meus irmãos, é o apelo que eu faço nesse vídeo, nesta formação: ofereçamos os nossos membros ao serviço de Deus. Bom, quando a gente tem a coragem, tem a audácia, mesmo que a gente não entenda: eu te entrego, Senhor, tudo que eu sou, eu te entrego tudo que eu tenho, eu te entrego a minha mente. Eu, Senhor, que tenho tanta dificuldade nos estudos, não consigo aprender as coisas, te entrego o meu conhecimento, te entrego o meu consciente, subconsciente, inconsciente. Agora eu não estou mais sob a lei, eu estou sob a graça.

Eu tinha muitas dificuldades, meus irmãos. Eu falei de falar o inglês. Aqui, de onde eu moro, é um sotaque muito pesado. Eu fiz muitas vezes, e ainda eu continuo fazendo essa oração, pedindo que o Espírito de Deus abrisse os meus ouvidos. Quando eu trabalhava no bar, no restaurante, eu rezava para o Espírito Santo abrir os meus ouvidos, que me desse a graça de entender o que as pessoas falavam; e eu entreguei a minha boca, para que pudesse falar o inglês de uma forma que eles pudessem entender. E ele fez isso de forma espetacular. Por quê? Porque eu sou bom? Porque eu sou inteligente? Porque eu tenho facilidade? Não. Porque eu não estou sob a lei, eu estou sob a graça, e vou oferecer o meu ouvido, a minha audição, o meu falar para Deus, e ele me deu a graça.

Então não existe isso de que a gente não consegue. Não existe isso, que a gente não vai superar. Não existe isso, que essa depressão não vai passar. Porque eu também passei por um período de depressão profundo, terrível. Mas um dia eu acordei — e porque tinha gente rezando por mim, assim como nós vamos rezar aqui; nós vamos rezar por você que está passando por essas dificuldades —, um dia eu acordei e eu enxerguei tudo ao meu redor escuro, e eu desci na cozinha, coloquei o pão na torradeira; na hora que eu tirei o pão da torradeira, veio uma palavra de Deus forte, ele se comove de dó e com paixão, e eu tive um encontro poderoso sozinho, ali na sala da minha casa onde eu morava antes. Sozinho. Jesus e Nossa Senhora apareceram do meu lado e começaram a falar comigo, e comecei a sentir o amor de Deus, sozinho, meus irmãos, sem rezar, sem fazer nada.

É isso que eu quero pedir aqui: que, através dessa formação, através dessa oração, Deus faça você acordar do pecado, faça você acordar dessa depressão, faça você sair desse fundo do poço que você está vivendo, faça você retomar a fé, retomar a coragem, retomar a audácia, e oferecer os seus membros para Deus, e deixar Deus fazer o que ele quiser da sua vida, porque ele quer fazer muito através de você.

Olha só, meus irmãos, essa é a palavra que nós vamos rezar hoje, que está no Salmo 75, após uma libertação inesperada. Você não estava esperando isso, mas Deus está realizando agora maravilhas na sua vida. A graça de Deus está sendo derramada, eu posso sentir aqui. Você está sendo liberto desse espírito maligno de depressão, eu proclamo na sua vida, em nome de Jesus: seja livre. Sinta a paz que vem do nome de Jesus, a paz que vem da presença de Deus, a paz que vem com a comunhão dos anjos, dos santos, da Virgem Maria, esmagando toda serpente de opressão, de depressão e de pressão psicológica sobre a sua vida. Seja livre agora, em nome de Jesus.

Salmo 75, meus irmãos. Deus se fez conhecer em Judá, seu nome é grande em Israel; em Jerusalém está o seu tabernáculo, e em Sião a sua morada. Lá ele quebrou as fulminantes flechas do arco, os escudos, as espadas e todas as armas. Isso aqui significa: Deus vai quebrar todas as muralhas que se levantaram contra a sua vida. Todas as muralhas — que está escrito no livro de Isaías que são os seus pecados —, que são essa muralha entre você e Deus, isso que impede você de sentir a presença de Deus, essa noite escura que você está passando, esse deserto, esse período árido em que não sentia a presença de Deus, esse período de dificuldade. Você não tem uma luz, você se encontra como num túnel escuro, você não vê uma luz, não sabe para onde ir, você vai tropeçando, você cai de todo lado, você bate a cabeça, você se machuca e machuca as pessoas ao seu redor. Deus agora vai enviar uma luz que vai te iluminar; ele vai quebrar as flechas do arco, tudo que está se levantando contra você, os escudos, as espadas e todas as armas.

Aleluia! O esplendor luminoso do vosso poder manifestou-se do alto das eternas montanhas. Você não vai ficar mais perdido, você vai ter direção. Foram despojados os guerreiros ousados, eles dormem tranquilos o seu último sono; os valentes sentiram fraquejar suas mãos só com a vossa ameaça, Deus de Jacó; ficaram inertes carros e cavalos. Como a ameaça, para quem tem fé, essa palavra tem um poder que, só com a ameaça, Deus vai te libertar! Os demônios, os tremendos infernos, toda pressão, opressão e depressão começa a ser abalada na sua vida, tudo começa a desmoronar, a cair por terra, porque Deus ameaça o mal que está contra você, contra o que está tomando essa decisão de oferecer os seus membros a ele.

Terrível sois, quem vos poderá resistir? Isso daqui vai muito com a palavra de São Paulo, meus irmãos: nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem os poderes, nada pode nos separar do amor de Deus. Terrível sois, quem vos poderá resistir diante do furor de vossa cólera? Do alto do céu proclamaste a sentença; calou-se a terra de tanto pavor, quando Deus se levantou para pronunciar a sentença de libertação em favor dos oprimidos da terra. Perceba agora essa sentença de libertação sobre a sua vida, em nome de Jesus. Calou-se a terra de tanto pavor, quando Deus se levantou para pronunciar a sentença de libertação sobre os oprimidos da terra. Você que está oprimido, receba agora a libertação.

Pois o furor do homem vos glorificará, e os sobreviventes festejarão. Fazei votos ao Senhor e cumpri-os; todos os que o cercam tragam oferendas ao Deus temível, a ele que abate o orgulho dos grandes e que é temido pelos reis da terra. E do alto do céu proclamaste a sentença; calou-se a terra de tanto pavor, quando Deus se levantou para pronunciar a sentença de libertação em favor dos oprimidos da terra.

Cumprindo aquilo que Deus me esperou nesse momento de adoração, pelo olhar eucarístico de Jesus, eu quero proclamar sobre a sua vida a libertação de todo vício que você esteja vivendo: de masturbação, de pornografia, de drogas, de sexualidade, seja de fornicação, seja de adultério. Eu quero proclamar a libertação espiritual de toda a contaminação sobre a sua vida: dardos que foram lançados contra você, trabalhos de macumba, de feitiçaria, de bruxaria. Tudo tem que se dobrar, tudo tem que ser quebrado, tudo tem que cair por terra. Ao proclamar a sentença de libertação, a terra inteira se estremece, e é isso que acontece agora.

Eu dou ordem, em nome de Jesus, para todo espírito de depressão te deixar agora. Eu dou ordem para todo espírito de pressão — seja financeira, seja psicológica, seja carência, seja o que for —, agora eu dou ordem. E diga: Jesus. Seja liberto de toda opressão maligna, de toda ação dos demônios que vive te causando ideias de pecado. Você que tenta tão ardentemente manter a sua pureza, e esses demônios ficam na sua cabeça: "larga de ser besta, porque seus amigos estão aproveitando", "larga de ser tonta", "larga de perder tempo", "larga de querer dar uma de santinho" — não ceda a esse demônio. Eu dou ordem agora, em nome de Jesus, para que ele te deixe.

Perceba a graça de Deus nesse momento. Pelo coração de Jesus, pelo coração da Virgem Maria, seja cheio da graça de Deus, seja cheio do Espírito Santo de Deus. A Virgem Maria, quando ela visitou Isabel, ela falou a saudação que, como judia, ela disse para Isabel — provavelmente ela disse "shalom", que é "a paz esteja contigo". Na hora em que ela falou isso, Isabel foi tomada pelo poder do Espírito Santo. Por isso, pela intercessão da Virgem Maria, agora: shalom, seja repleto, a paz seja contigo, a graça esteja contigo, seja tomado pela ação do Espírito Santo de Deus como você nunca foi na sua vida.

Deixe Deus te tocar agora, deixa Deus realizar aquilo que ele quer para a sua vida, deixa ele te mostrar o que você precisa fazer, deixa ele te mostrar o que você precisa renunciar, deixa ele te mostrar os passos que você tem que dar, deixa ele falar com você agora. Não é momento de você falar, de querer fazer proposta; é momento de você deixar Deus agir na sua vida. Deus está agindo durante este vídeo. Nós temos mais três minutos aqui, e eu quero rezar por você e colocar você no coração de Jesus, o coração que foi aberto na cruz, o coração de onde fluiu o sangue e a água. Eu peço que esse sangue possa fluir agora sobre a sua vida, sobre a sua família.

Você que nunca rezou pela sua árvore genealógica, isso daqui é para você rezar pela sua árvore genealógica, por toda a contaminação e esse fardo que você carrega dentro de você, que você não sabe de onde vem, da sua árvore genealógica — procure "oração de libertação da árvore genealógica católica". Você que não descobriu a sua vocação, você que está passando por uma crise vocacional, você que como religioso está pensando que não vai aguentar mais: receba agora a água que jorrou do coração de Jesus. A água, quando não havia mais sangue, jorrou, como nos ensina a tradição da Igreja. Aquele rapaz que furou — São Longuinho, que furou o peito de Jesus — jorrou a água porque não tinha mais sangue; ele era vesgo, e ele foi curado. Seja curado agora também, por essa água, de toda tentação, de todo esse impulso dentro de você — espiritual, isso é espiritual — que fica te empurrando a abandonar a sua vocação, abandonar seus votos de castidade, abandonar a sua vida religiosa. Receba agora a libertação.

Receba a graça de Deus. O terreno do seu coração, que você achava que não era mais fértil e que não dava mais fruto para Deus, vai voltar a dar fruto, vai receber uma nova semente, e Deus vai fazer o seu ministério de libertação, a sua vocação frutificar para a glória do Senhor. Porque, quando ele se levanta para pronunciar a sentença de libertação, a terra inteira se cala. Receba agora a graça do Senhor Jesus, que a presença de Deus, pelo mistério da cruz, te abrace, te envolva e te tome. Receba todo o sangue do Espírito Santo que você perdeu um dia; receba em dobro toda profecia, todo avivamento, todo poder, toda graça. Espírito Santo.