Resumo do vídeo
Quando o Filho do homem vier, achará fé?
Neste vídeo, Gustavo conduz uma direção espiritual inteiramente dedicada à fé: o que ela é, por que ela adoece e como Deus a restaura em quem se dispõe a voltar. Partindo da definição da Carta aos Hebreus — a fé como fundamento da esperança e certeza a respeito daquilo que não se vê —, ele coloca no centro da reflexão uma pergunta inquietante que Jesus deixa no fim da parábola do juiz iníquo: quando o Filho do homem vier, achará fé sobre a terra? Essa pergunta atravessa toda a formação e se converte num exame de consciência dirigido a cada ouvinte.
O tom é ao mesmo tempo de alerta e de convite. Gustavo constata que muita gente que um dia teve uma experiência viva com Jesus foi, com o tempo, perdendo a fé por dentro até abandonar o Deus vivo. Diante disso, o vídeo se propõe a diagnosticar como esse esfriamento acontece, a desmascarar a estratégia do inimigo, que quer roubar a fé para roubar a salvação, e a anunciar que sempre é possível retornar. É uma mensagem endereçada tanto a quem permanece firme e cansado quanto a quem já se afastou e não sabe como voltar.
A pergunta que abre a formação
Gustavo retoma a parábola da viúva insistente e do juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens, mas acabou fazendo justiça diante da persistência dela. Se um juiz injusto cede, quanto mais Deus fará justiça aos seus escolhidos que clamam dia e noite. O ponto de partida, porém, está no versículo final: "quando vier o Filho do homem, achará fé sobre a terra?". A partir daí, ele traz a questão para o presente — quando Jesus se faz presente no altar, renovando o seu sacrifício, encontra fé no nosso coração, ou estamos ali apenas cumprindo um preceito?
Perder a fé por dentro e abandonar o Deus vivo
Apoiado em Hebreus, Gustavo lê a advertência para que ninguém venha a perder interiormente a fé a ponto de abandonar o Deus vivo, exortando os irmãos a se animarem mutuamente cada dia, enquanto dura o "hoje", para que ninguém se torne empedernido pela sedução do pecado. Ele reconhece que quem caminha na Igreja já viu isso acontecer com pessoas ao seu lado: gente que viu milagres, que foi instrumento de Deus e que teve a própria vida regenerada pela graça, mas que, por não se precaver, esfriou, abandonou a fé e chegou a zombar de Deus, deixando-se seduzir pelo pecado.
A fé é como uma planta: precisa ser cultivada
Uma das imagens centrais do vídeo é a da fé como semente e como planta. Assim como uma planta que deixa de ser regada murcha e morre em poucos dias, a fé que não é alimentada, cultivada e cuidada acaba morrendo. Gustavo observa que o mundo oferece distrações em abundância — filmes, séries, jogos, festas — e sobra tempo para tudo, menos para Deus. Quando a fé morre, o coração fica endurecido, como terra fria, e abre espaço para o pecado, que ele compara à erva daninha: não precisa ser regada, basta uma brecha para nascer, crescer e sugar toda a energia, ocupando o lugar que era da fé.
Por que o inimigo quer roubar a fé
Recorrendo à parábola do semeador e às cartas apostólicas, Gustavo explica que o demônio rouba a palavra que produz fé porque a fé é o preço da salvação da alma. Lendo a Primeira Carta de Pedro, ele lembra que somos guardados pelo poder de Deus por causa da fé, prova mais preciosa que o ouro, e que dela depende a salvação das nossas almas. Com Romanos, reforça que é preciso crer de coração e confessar com a boca que Jesus é o Senhor para ser salvo — sem fé, não há como ser salvo. Por isso o inimigo trabalha para endurecer o coração e prender a pessoa ao prazer, à moda e a tudo o que se pode ver, sentir e ter.
O perigo da recaída e o convite ao retorno
Gustavo adverte sobre a recaída com a passagem do espírito impuro que sai da pessoa e, não encontrando repouso, volta com outros sete piores, deixando o último estado pior que o primeiro. Isso acontece quando, depois de provar a doçura da graça, alguém tira os olhos de Jesus diante das tribulações — como Pedro que começa a afundar — e deixa a casa vazia. A resposta, porém, é a misericórdia: com o Apocalipse, ele ecoa o apelo do Espírito — "lembra-te de onde caíste, arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras". Quem sente o desejo de voltar mas se julga longe demais deve reconhecer nesse anseio a própria voz de Deus batendo à porta.
A fé precisa ser alimentada, senão ela morre.
Restauração, família e São José
A parte final é francamente esperançosa. Gustavo assegura que a fé de um só sustenta também a família — como Paulo diz ao carcereiro: "crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa". Ele intercede pedindo ao Espírito Santo a renovação da mente e do coração, para que Deus refaça, restaure e edifique uma fé com raízes mais profundas, interior e exterior, concretizada no amor aos irmãos e, sobretudo, no amor a Jesus. Toma São José como modelo do homem justo e firme, que não vacilou diante do que via ou não via, e encerra retomando a parábola do início, com a certeza de que Deus não abandona a obra que começou.
Para levar para a vida
- Faça de "quando o Filho do homem vier, achará fé?" um exame diário: a minha fé é viva ou apenas cumprimento de preceito?
- Regue a fé todos os dias — oração, Escritura, sacramentos e convivência com os irmãos —, porque fé não alimentada murcha e morre.
- Anime outro irmão na fé enquanto dura o "hoje"; ninguém se sustenta sozinho diante da sedução do pecado.
- Se você se afastou, não espere sentir vontade: lembre-se de onde caiu, arrependa-se e volte às primeiras obras — o desejo de voltar já é Deus chamando.
- Reze pela própria fé e pela da sua família, confiando que Deus restaura e leva até o fim a obra que iniciou.
Passagens citadas: Hb 11,1; Lc 18,1-8; Hb 3,12-13; 1Pd 1,3-9; Rm 10,9; Rm 10,14; Lc 11,23-26; Hb 10,26-39; Ap 2,5; At 16,30-31; Rm 12,2
Transcrição completa do vídeo⌄
Transcrição integral do áudio do vídeo, organizada em parágrafos para facilitar a leitura.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, amém. São José, rogai por nós.
Queridos irmãos e irmãs, sejam muito bem-vindos ao blog Vou Nessa Direção, e hoje nós vamos partilhar sobre a fé. A postagem anterior, que você pode conferir aqui embaixo, que se chama Não Romper com a Vida da Graça, teve quase 400 visualizações, o que significa que você que segue esse blog, você que nos acompanha há muitos anos, e aqueles também que vêm por coincidência, não sei o que estão procurando, encontram esse blog de Direção Espiritual, estão em busca de uma direção, estão em busca de algum sentido, alguma meta, algum rumo, para poder continuar, ou para poder começar, ou para poder voltar para a vida de Deus, para a vida da graça, para a vida de fé. E hoje nós vamos ter essa direção espiritual sobre a fé.
Como nós sabemos, o autor da Carta aos Hebreus diz, no capítulo 11, no versículo 1, que a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Mas eu quero começar com um versículo que está no Evangelho de Lucas, onde Jesus, falando sobre o Reino de Deus, explicando as parábolas, ele propôs uma parábola que, se você pegar na Bíblia da Ave Maria, se chama a parábola do juiz iníquo. Todos nós conhecemos a parábola daquela viúva, diante de um juiz que não temia a Deus nem os homens, mas ela ficou ali insistindo com o juiz até ele fazer justiça.
Jesus disse: por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele de noite? Por ventura tardará em socorrê-los? Jesus disse isso porque aquele juiz, que não temia nem a Deus nem os homens, atendeu a viúva porque ela insistiu com ele; de noite, a velhinha, a velhinha pedindo: me atende, me atende, me atende, me atende. Aquela velhinha não desistiu, e o juiz não aguentava mais e ele atendeu. Jesus disse: Deus também vai fazer a mesma coisa por aqueles que estão clamando de noite.
Mas olha só, no versículo 8, o que Jesus disse — e esse é o pontapé inicial dessa formação de hoje: digo-vos que em breve lhes fará justiça; mas, quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra? Palavra da salvação, glória ao Senhor. Olha só: por acaso, quando Jesus vier, ele vai achar fé sobre a face da terra? Será que hoje, quando Jesus vem a cada dia no altar, renovando o seu sacrifício na missa, será que ele encontra fé no nosso coração, ou nós estamos lá só por cumprir um preceito? Se Jesus voltasse hoje, será que ele encontraria fé? Essa fé que nos faz permanecer firmes nele? Como está a sua vida da graça? Como está a sua vida com Deus? Como está a sua vida de fé?
Mais uma vez, o autor da Carta aos Hebreus vem nos alertar sobre esse perigo iminente, iminente, que está acontecendo nas nossas famílias, que está acontecendo na Igreja, que está acontecendo na sociedade. Olha só o que ele diz no capítulo 3 e no versículo 12: Tomai precaução, meus irmãos, para que ninguém de vós venha a perder interiormente a fé, a ponto de abandonar o Deus vivo. Antes, animai-vos mutuamente cada dia, durante todo o tempo compreendido na palavra "hoje", para não acontecer que alguém se torne empedernido com a sedução do pecado. Palavra do Senhor, graças a Deus.
Se você é uma pessoa que está caminhando com Deus, se você é uma pessoa que está na Igreja, firme na sua fé, eu tenho certeza que você já viu isso, pelo menos em uma, duas, dez, trinta, cinquenta pessoas ao seu lado, que começaram a caminhar com Deus junto com você e hoje estão no mundo, estão no pecado. Abandonaram a Deus. E o pior: não só abandonar a Deus vivendo uma vida de pecado, uma vida desgraçada, mas isso aqui que o autor da Carta aos Hebreus diz — e a própria Igreja não afirma quem é o autor, sendo que muitas vezes lembra muito São Paulo, outras vezes lembra São Lucas —, mas o autor da Carta aos Hebreus diz: tomai precaução para que ninguém de vós venha a perder interiormente a fé, a ponto de abandonar o Deus vivo.
Isso tem acontecido muito; muitas pessoas têm perdido essa fé interior e têm abandonado a Deus. Pessoas que tiveram uma experiência com Jesus, que viveram uma vida de graça, que foram instrumentos de Deus para tantas outras pessoas, e chegaram num determinado momento da vida em que não se precaveram e perderam a fé interior, perderam, abandonaram totalmente o Deus vivo, a ponto de se tornarem ateus, de se tornarem satanistas, de caminhar em outras religiões e andar em seitas e fábulas. E a ponto de zombar de Deus — pessoas que acreditavam em Jesus, pessoas que estavam na graça, pessoas que foram usadas por Deus, que viram milagres acontecerem, que viram as suas próprias vidas sendo regeneradas pela graça de Deus, e hoje em dia abandonaram tanto a fé, abandonaram a Deus e foram seduzidas pelo pecado.
Antes, animai-vos mutuamente cada dia, durante todo o tempo compreendido na palavra "hoje", para não acontecer que alguém se torne empedernido com a sedução do pecado. E, ao final das contas, é isso que aconteceu: não nos animamos uns aos outros, não permitimos que a fé florescesse no nosso coração, porque hoje em dia o mundo inventa muitas distrações para nós. A gente fica distraído com os filmes, com as séries, com os jogos, com as festas, com tudo. E a gente tem tempo para tudo, menos para Deus, menos para cultivar a fé no nosso coração. Porque a gente tem que lembrar que a fé é como uma semente, é como uma planta. Eu tenho aqui as minhas plantas, aqui na frente de casa: se eu deixo de regar as plantas, passa um, dois, três dias, elas vão murchando, vão murchando, vão murchando, elas morrem. A fé é a mesma coisa; a fé precisa ser alimentada, senão ela morre.
E é isso que tem acontecido: não se rega, não se cultiva, não se cuida da fé, e ela acaba morrendo. E quando a fé morre, ela abre espaço — você abre espaço na sua vida —, o seu coração fica empedernido, fica como uma terra fria, um chão duro, e aí entra o pecado. O pecado é como a erva daninha: qualquer brechinha que ela encontrar, ela nasce; ela não precisa ser aguada, não precisa de nada, ela só fica ali ocupando espaço, é uma desgraça. Eu tenho as ervas daninhas aqui; ela não precisa de muita coisa, precisa de um espacinho e vai nascendo, vai crescendo, e ela vai sugando a energia, vai sugando a disposição. É isso que acontece: o pecado nasce, ele é instaurado, ele é instalado onde havia fé; não existe mais fé, e ele cresce muito rapidamente e ocupa todo o espaço, então ele ocupa o seu tempo. Então o seu coração fica empedernido, não tem mais espaço para a fé, e é isso que está acontecendo com muitas pessoas, isso que está acontecendo com as nossas famílias.
Mas por quê? Você pode se perguntar: por que isso acontece? Acontece como está escrito aqui: porque a gente não se anima e esquece de viver e de alimentar a fé hoje. A fé precisa ser alimentada, a fé precisa ser cultivada, a fé precisa ser regada, precisa ser cuidada, para que ela possa crescer, para que ela possa dar frutos, para que ela possa permanecer, para que ela tenha raízes profundas no nosso coração. Mas, como nós sabemos, quando Jesus explicou naquela parábola da semente, que é a palavra de Deus, ela não encontrou espaço para crescer em alguns lugares, não tinha como se desenvolver; em outros momentos, o passarinho veio e comeu a semente. Isso é o demônio, que vem e rouba a palavra que produz fé no nosso coração; o demônio vem e rouba a fé do nosso coração. Mas por que ele faz isso?
Olha aqui, eu quero falar para você o que São Pedro escreveu na sua primeira carta, e foi aqui no capítulo 1 — no capítulo 1, a coisa mais importante que o primeiro Papa tinha para falar para mim e para você está aqui no capítulo 1. Olha só, no versículo 3, olha o que ele vai dizer: Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus; para vós, que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos. É isto o que constitui a vossa alegria, apesar das aflições passageiras a serem causadas ainda por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé, mais preciosa que o ouro perecível — o qual, entretanto, não deixamos de provar ao fogo —, redunde para o vosso louvor, para a vossa honra e para a vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar. A este Jesus vós amais, sem o ter visto; credes nele, sem ainda o ver, e isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque estais certos de obter, como preço da vossa fé, a salvação das vossas almas. Palavra do Senhor, graças a Deus.
Vós estais certos de obter, como preço da vossa fé, a salvação das vossas almas. É por isso que o demônio rouba a vossa fé: porque ele quer que a gente se perca, ele quer que o nosso coração fique empedernido com as coisas do mundo, ele quer que a gente fique obcecado pelo pecado, pelo prazer, pela moda, pelo que nós podemos ver, pelo que nós podemos sentir, pelo que nós podemos ter, ao ponto de que a gente não tenha fé, ao ponto de que a gente viva uma vida inteira alicerçada no que a gente acredita, longe de Deus, alicerçada nos nossos próprios interesses, não nos interesses de Deus; para que a gente chegue no fim da vida com o coração empedernido, duro, duro, ao ponto de que a palavra de Deus não produza mais efeito nenhum na nossa vida, no nosso coração, e para que a gente perca a salvação das nossas almas.
É isso que Paulo escreveu: a fé é a condição necessária para a salvação. Ele diz, no capítulo 10, no versículo 9 de Romanos: portanto, se com a tua boca confessares que Jesus é o Senhor e no teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. O demônio quer roubar a fé do nosso coração, ele quer que a gente fique empedernido, obcecado com o pecado, e perca a salvação, porque sem fé não tem como a gente ser salvo. Ele continua: porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem nem ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?
Você que tem fé no seu coração, que é chamado a ser um profeta, que é chamado a pregar a palavra de Deus: como alguém vai retornar à vida da graça, como alguém vai permanecer firme? Você, que era para pregar, você que era para anunciar a palavra, você que era para derramar fé no coração daqueles que estão enfraquecidos, não está fazendo, você mesmo não acredita mais. Você, que Deus levantou da morte, do pecado, lá da escuridão, do demônio, e te iluminou, te deu vida, vida em abundância, te ressuscitou, te deu alegria, te deu paz, encheu o seu coração de amor, encheu o seu coração de alegria, aquilo que o mundo não pode te dar. E hoje em dia você está aí, naufragado como Pedro: você aceitou o chamado de Jesus, saiu sobre a água, mas, quando as tribulações vieram, você parou de olhar para Jesus, começou a afundar e não estendeu a mão para ele te levantar nunca mais. Você ficou empedernido, você ficou secado, você ficou perdido, você não sabe mais um dia o que fazer.
E olha só: quando a gente conhece Deus e depois a gente o abandona — Jesus falou sobre isso também, chama isso como uma blasfêmia —, você teve o conhecimento da verdade, e você foi liberto do pecado, você se encontrou com Jesus, você viu a vida da graça, mas depois você se deixou secar pelo pecado. Você falou: não, esse negócio de Deus não é bem assim; não, isso daqui é muita radicalidade, isso daqui não é certo, eu quero viver a minha vida, eu quero o prazer, eu quero viver a minha alegria, eu quero ver a vida do meu jeito. E Jesus diz, na parábola, quando ele fala sobre a oração, em Lucas, no capítulo 11 — quando a gente é liberto, e ele fala de Jesus; eu não vou adicionar nem tirar nada, é a palavra que Jesus diz, no capítulo 11, no versículo 23: quem não está comigo está contra mim, e quem não recolhe comigo, espalha.
Olha o que Jesus diz: quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos buscando repouso; não achando, diz: voltarei para a minha casa, de onde saí. E olha, você foi liberto de tudo quanto é praga, tudo quanto é desgraça, tudo quanto é vício; e aí, os espíritos de vício, espírito de bebida, espírito de droga, espírito de prostituição, saíram de você, e ele ficou vagando por lugares áridos e, não encontrando onde repousar, ele diz: vou voltar para a minha casa, de onde saí. E, como você, depois de passar por um tempo da vida da graça — você passou pelo mel, da alegria de conhecer Jesus, de experimentar a salvação —, depois, quando começa a ficar fel, quando vêm as tribulações, quando vêm as dificuldades, quando as ondas no mar começam a se agitar, você tira os seus olhos de Jesus, começa a afundar. E aí esse demônio, esses vícios, esses males dos quais você foi liberto, resolvem voltar, bater na sua porta, querer entrar na sua casa de novo.
No versículo 25: encontra a casa varrida e adornada. Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entram e estabelecem-se ali. Por que eles voltam e conseguem se estabelecer? Porque nós — e você — abandonamos a fé, e ficamos obcecados pelo pecado, tiramos os nossos olhos de Deus, abandonamos aquela fé interior, abandonamos o Deus vivo, para viver a nossa própria vida do jeito que a gente queria. E esse vício, que saiu de nós, volta com sete outros espíritos piores, estabelece-se ali, e olha o que Jesus disse: e a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira. Essa é a obsessão do pecado, essa é a obsessão que o demônio é capaz de fazer em mim e na sua vida.
Olha só, voltando aqui para Hebreus, no capítulo 10, no versículo 26: depois de termos recebido o conhecimento, recebido e conhecido a verdade, se abandonarmos voluntariamente, já não haverá sacrifício para expiar este pecado; só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes. E, lá no final do capítulo 10, ele diz: nós não somos absolutamente de perder o ânimo para a nossa ruína; somos de manter a fé para a nossa salvação. Somos de manter a fé para a nossa salvação.
Você que abandonou a fé, eu quero te convidar, com esse vídeo, com essa formação de hoje, a retornar. Retorne à fé, retorne, retorne. Se você sente no seu coração que você foi longe demais, que você até gostaria de voltar, mas não consegue, essa palavra é o Espírito Santo falando com você: Apocalipse, capítulo 2, versículo 5: lembra-te, pois, de onde caíste; arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras. Se não, virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, caso não te arrependas.
Se você deixou de lado a fé, abandonou a vida da graça, rompeu, rompeu definitivamente com a Igreja, com os amigos da Igreja, com as coisas de Deus, com as coisas sagradas, com a Bíblia, com os livros dos santos, com a oração — você abandonou completamente —, como voltar? Lembra-te, pois, de onde caíste. Teve um momento específico em que você tirou os seus olhos de Jesus, em meio às tempestades, em meio às dificuldades, em meio às tribulações, e você mergulhou fundo no pecado, e não sabia o que fazer. O Espírito Santo de Deus está aí, batendo no seu coração com essa palavra de Jesus: lembra-te, pois, de onde caíste. Arrepende-te e retorna às tuas primeiras obras, ao momento em que você recebeu a fé.
Ah, meu irmão, que alegria inefável, gloriosa, extraordinária, sobrenatural nós experimentamos quando nós abraçamos a fé! O que se compara a isso? Nada, nada, nada, nada, nada, e nunca vai haver. A fé é o bem mais valioso, mais precioso, mais sobrenatural, um dom de Deus que a gente não pode perder por nada nesse mundo. Nada, nada, nada, nada, nada, nada.
E você, que se sente fraco agora, você que se sente abatido, você que tirou os seus olhos de Jesus, você que sente o seu coração começando a se endurecer, você não sente mais a presença de Deus, você não sente vontade de rezar, você não sente vontade de buscar Deus, você não sente vontade de ler a Bíblia, você não sente vontade de estar com os irmãos da Igreja, você não sente vontade de partilhar as coisas de Deus, você sente um anseio dentro de você que te puxa para o pecado, uma coisa na sua carne que diz: eu não vou conseguir, eu vou cair, eu não consigo, não adianta ficar nadando. E aquela voz maligna na sua cabeça: por que você acha que vai ficar nadando, nadando para morrer na praia? Se entrega, se entrega ao pecado, deixa ele te dominar, você não é mais forte que ele. Não! O Espírito Santo diz para você: luta, que você vai vencer.
Da mesma forma que eu comecei, com essa palavra de Lucas, eu quero terminar com ela, porque Jesus disse: por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? E se você sente que você está nessa batalha, você está firme na sua fé, mas você não vê as coisas acontecendo, tenha certeza: o preço da sua fé é a sua salvação, é a salvação da sua alma, é a salvação da sua família. Porque até a sua família, para se salvar, ela precisa da sua fé. Olha só, isso daqui é o Paulo que disse, nos Atos dos Apóstolos, no capítulo 16 e no versículo 33.
Meus irmãos, quando aquele carcereiro viu que, com Paulo e os outros discípulos de Jesus, as cadeias tinham sido rompidas e estava tudo aberto, ele foi para se matar; ele não sabia o que fazer. E aí — na verdade, foi um pouco antes aqui —, o carcereiro pediu luz e, tremendo, lançou-se aos pés de Paulo e Silas; depois os conduziu para fora e perguntou: senhores, o que devo fazer para me salvar? Disseram-lhe: crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família. Então a salvação das nossas famílias depende da nossa fé também.
Então, você que está aí sendo atribulado, você que fica aí pensando "não vou conseguir", você que está querendo desistir: deixa essa palavra entrar no seu coração, avivar a fé que está dentro de você, produzir a graça, Deus fazer novo, Deus renovar, Deus restaurar, Deus edificar, Deus fazer nascer no seu coração uma nova fé, com raízes mais profundas, edificadas, firmes; e uma fé interior, uma fé exterior, uma fé concretizada no amor aos irmãos, nas obras e, principalmente, no amor a Jesus.
Eu peço agora ao Espírito Santo, por aqueles que estão assistindo a essa formação, que o Espírito de Deus venha a fazer uma obra nova, venha a realizar uma obra de transformação na mente e no coração, como está escrito em Romanos, no capítulo 12, no versículo 2: a transformação da mente, a renovação da mente, das ideias, do coração, do sentimento, dos sentidos. Toca agora, Espírito Santo, na fé desses meus irmãos que estão me assistindo. Vem com o teu poder e com a tua unção, renova, renova a fé, renova, restaura, edifica, fortalece, devolve a fé àqueles que se perderam. Eu peço, ó Espírito de Deus, em nome de Jesus, pela intercessão de São José, esse homem justo, esse homem firme na fé, que não vacilou, que não desanimou, que não foi abalado por aquilo que ele via ou não via, mas no seu coração ele tinha certeza — essa fé interior, essa firmeza de São José, o homem justo que São José era.
Eu peço agora, Espírito Santo: vem dar a mim e vem dar a esses meus irmãos e irmãs que estão assistindo neste momento, vem realizar a tua obra começada. Nós sabemos e nós cremos, Senhor, que o Senhor não vai abandonar a tua obra em nós; aquilo que o Senhor começou, o Senhor vai até o fim. E se o Senhor não nos abandona, nós também não queremos te abandonar; nós vamos até o fim por ti, Jesus. Que esses versículos, um a oito do capítulo 18, que eu vou ler para terminar essa formação, possam cravar na nossa alma a certeza da fé, possam, como um bálsamo, ser derramados sobre as nossas cabeças neste momento, e possam nos restituir tudo o que o demônio roubou de nós: a nossa pureza, a vida de santidade, a vida da graça, essa comunhão firme e fervorosa no Espírito. Que, pela intercessão de São José, seja tudo devolvido em nome de Jesus.
Propôs-lhes Jesus uma parábola, para mostrar que é necessário orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo. Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava pessoa alguma. Na mesma cidade vivia também uma viúva, que vinha com frequência à sua presença, para dizer-lhe: faze-me justiça contra o meu adversário. Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: eu não temo a Deus nem respeito os homens; todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar. Prosseguiu o Senhor: ouvi o que diz este juiz injusto. Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele de noite? Por ventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?
Que Deus te abençoe, e que a fé seja o nosso fundamento, a nossa força, e grave, ó Senhor, a certeza de que ele está conosco, e nós vamos estar com ele até o nosso último suspiro. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.


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