Aqui está o que nos restou

Não temos nada sobre a confiança

Os pensamentos estão acabados

Porque não podemos fazer nada

Nos resta a solidão que nos consome

E desgasta-nos

Nos leva ao fundo do poço, na escuridão

E destrói o nosso coração - contemplando-nos


A nós mesmos e a nossa vã ignorância
De que podemos ir mais longe
Com essa força opaca
Que nos arrasta ao início do fim
Se pudéssemos mudar o que seria?
Com o glamour que perdemos...
A multidão já é contra nós
Será que são causas suficientes para explodir
O mundo tenta extorquir nossa alma
As reflexões e pensamentos são apenas pedaços
De um estrito todo
Cega-nos e manda andarmoss sem olhar para trás
Somos inúmeros seres que dá
A forma e completa a grande sociedade
Que faz com que a obedeçamos de maneira geral

As nossas peculiaridades foram esmagadas e trituradas

E já não pertencem mais a nós

Memória não existe mais

Sem nada, de um ponto

Com tudo, do mesmo

A causa: sobra o mundo!

Podemos nos perder porque existimos

A vida tumultuada nos sufoca

Seca por opinião conclusiva

Antigamente e embora alegre

Hoje angustiado e desinteressado

Não há mais o coração

A alma pertence ao mundo do mundo

Respire o seu ar aglomerado de maneira impertinente

Se liberte

Solte-se das correntes que te prendem

Não seja mais esse "escravo calado"

Saia do poço - começo, meio e fim
Aprenda contigo mesmo
E de dentro solte o estopim
Esmague o peso da sua memória
Alegre-se e acredite que tudo dará certo
Abra os olhos e enxergue
A vida com outros olhos
Seja peculirioso e se abra - sem se atropelar
Não se perca e continue tendo fé
Seja caridoso de forma à nacar
Revele ao mundo o seu novo eu
Jogue tudo o que traz tristeza no fundo do poço
Faça desse instante de libertação o seu único
Agora, nova pessoa és
Pessoa com alma e bom coração
Só lhe falta renovar a alegria
Que teve em belos dias - então?!?

"A mudança começa no interior

e termina revelando-se no exterior

em forma de palavras e atos

- principalmente atos!"