O drama da vida segue aquele que não desiste

De ser o que a vida impele a ser - sem incongruências

Pela pena do passado de ocasiões permanentes e transitórias

Sem mérito pelo simples fato de querer se ocultar

Da responsabilidade de se encarar - cada vez mais

Sem máscaras e sem aparências e imagens

Que foram hermeticamente amontadas com a finalidade

De esconder uma personalidade ferida, magoada

E desdenhada pelos obstáculos para se chegar aos ideais

A complexidade de momentos irrisórios que ferem

O caráter esmagado pelo silêncio interno e ocultado

Da visão dos próximos - já que os mesmos não entendem

Que o drama da vida é mais próximo dos que lutam

Para poder escolher por mil vezes - e desdenhar

Por muitas dessas o demagógico sentimento para errar

Os alvos almejados e os sonhos não realizados

Errar por não deixar a humanidade morrer

E mesmo que a viva chama da alma acesa nos momentos

Escuros das perplexidades do passado que ruge

Depois de tanto tempo agindo como se não existisse

Fazem com que o brilho do olhar, o ardor de um desejo apagado

E o emaranhado de emoções dormentes - de um distante passado

Que foi terapeuticamente enlutado sem morrer

Fizesse alguma diferença no presente do pretérito - perfeito

Não há como apagar uma história torta sem endireitar

Por muito tempo as áreas dormentes do inconsciente

E enraizar virtudes de um temperamento amoldável em si

Mas que com a perspicácia da sabedoria milenar

Se permite moldar - a saber

Conhecendo o quarto frio e enrugado da verdade

Se desmistificam as mentiras e desequilíbrios do interior

Cheio de trapaças e molduras que não servem mais...