Muitas vezes por estranhos momentos - em voltas opostas

Parece que vejo-me solitário - rodeado de personagens ímpares

Introduzido em contexto de realidades esporádicas

Sinto os frutos doces de um coração consumido - amargurados

Pela recepção exterior intraconsecutiva e anti-receptiva

E como não saber expor aquilo que trago interno

É como os trovões, os raios e a chuva - em paralelo

Inconstante terminal estacionado no rumo a seguir

É um pensamento condenado - apenas por existir

É o consciente desconcertado - pelo fato de expelir

Um mundo novo e determinado - uma vida externa

A interiorização ligada e relevante - ternura e terna

Para derramar-se em alegria - por vezes é preciso sofrer

Para ter consistências é preciso absorver

Para ser coerente é preciso aprender - em tempos errantes

Para ser constante é preciso permanecer - firme e resoluto

Para não desanimar é preciso mirar a meta - e prosseguir

Decididamente em busca da razão que contagia

Da consciência que te orienta e guia

Da paciência que te tira da apatia - simpática oposta

E reafirmar o que você é - com atitudes que confortam

E acender o calor dos desprovidos - com sentimentos que transformam

É a vontade que ardente deseja gastar-se - orientada

É a fortaleza da alma estruturada e organizada

É o movimento da certeza que passos impulsiona

É o descontentamento com a forma estragada de se conduzir

É o não acertamento dos absurdos juvenis

Mesmo que se pense em falsas realidades - nada é tão assim

O mesmo sopro que vivifica é o que traz o fim...