Resumo do vídeo
Amor sobrenatural e o perigo das más companhias
Neste vídeo, Gustavo Munhon retoma as formações do blog Vou Nessa Direção com uma pregação de Quaresma construída a partir de três inspirações que, segundo ele, recebeu ao longo da semana: a divinização do homem em Cristo, sobretudo na Eucaristia; o amor sobrenatural, que só o próprio Deus pode colocar no coração; e o combate contra as más companhias, que "corrompem os bons costumes". O fio que costura os três temas é a convicção de que a vida cristã não se sustenta por esforço nem por conhecimento humano, mas pela graça que transforma, atrai e envia.
A reflexão parte da Encarnação — Deus que se rebaixa à nossa condição para elevar a natureza humana à natureza divina — e desemboca num testemunho pessoal franco sobre como, ao deixar o Brasil aos 24 anos, Gustavo perdeu a vida de oração e se deixou arrastar por amizades mundanas até o "fundo do poço". O tom é ao mesmo tempo doutrinal e confessional: quem fala não é um teórico, mas alguém que experimentou a queda e a misericórdia que o resgatou.
Jesus nos diviniza, sobretudo na missa
O ponto de partida é uma homilia que Gustavo ouviu numa quarta-feira: Jesus se rebaixou à nossa natureza humana para elevá-la à natureza divina. Recordando uma frase de Santo Tomás de Aquino — de que Jesus, ao olhar para nós, "nos considera os seus deuses" —, ele explica que o Deus Todo-Poderoso, o Redentor do gênero humano, desceu à condição humana e se humilhou até a morte de cruz, como está em Filipenses, não só para nos salvar, mas para que a nossa natureza decaída fosse divinizada. Esse mistério se realiza de modo pleno na Eucaristia. Apoiado em Santo Agostinho, Gustavo observa que, ao contrário de outros alimentos, que transformamos em nós, na comunhão não somos nós que transformamos Jesus, mas nós que nos transformamos nele. Recebendo o corpo, o sangue, a alma e a divindade de Cristo, o cristão é "transfigurado", como se estivesse no Monte Tabor com Pedro, Tiago e João, com o rosto resplandecente da glória de Deus. Por isso Gustavo insiste que a Eucaristia não pode ser tratada "de qualquer jeito": é ela que capacita, santifica e liberta a alma, e sem ela o cristão adoece espiritualmente, incapaz de amar ou de dar um passo na fé.
O amor sobrenatural, não o conhecimento humano
A partir de Romanos 15 — "nós, que somos os fortes, devemos suportar as fraquezas dos que são fracos" —, Gustavo mostra que São Paulo não vivia "no mundo da lua": pregava e amava aquilo que vivia. O Apóstolo confessa que "a ciência incha": não adianta saber ou entender muito se não há amor, se esse conhecimento não se traduz em atrair pessoas para Deus. Citando o Miserere de Davi ("ensinarei o vosso caminho aos pecadores") e a máxima de Santo Agostinho de que "as palavras convencem, mas o testemunho arrasta", ele descreve o amor de Paulo pelas comunidades — a ponto de o coração do Apóstolo ser chamado "coração de Cristo". Esse amor, porém, é sobrenatural: foi colocado no coração de Paulo pelo próprio Jesus, não fabricado por forças humanas. Sem ele, adverte Gustavo, as comunidades católicas se destroem por inveja, ciúme, briga e contenda.
Permanecer na verdade que liberta
De São Pedro — "tendo purificado as vossas almas pela obediência à verdade, amai-vos uns aos outros ardentemente" — Gustavo extrai uma pergunta: quem é a verdade? É Jesus, que continua distante de muitos que dizem crer, rezam e enchem os bancos das igrejas, mas cujo coração está longe. A caridade dessas pessoas é falsa ou falsificada porque falta o primeiro passo: deixar a verdade transformar a vida. Comentando João 8 — "se permanecerdes na minha palavra, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" —, ele propõe um itinerário: conhecer Jesus, crescer na sua palavra, deixar-se libertar pela verdade e, então, amar de modo fraterno e sincero. Quando isso não acontece, o problema não está na palavra de Deus, "semente incorruptível", mas em nós, que não a acolhemos nem a deixamos frutificar.
As más companhias corrompem os bons costumes
Gustavo recorda que os discípulos são unânimes ao apontar três inimigos — a carne, o mundo e o demônio — e concentra o fim da pregação num deles, agravado pelas amizades: "as más companhias corrompem os bons costumes" (1Cor 15,33). Aqui ele abre o coração. Ao sair do Brasil aos 24 anos, tinha uma vida de oração fecunda, sustentada por amigos que o levavam a Deus, missa diária, rosário, grupo de oração e ministérios. Longe desse ambiente — sem os amigos, sem falar bem a língua, com o namoro rompido e um pai receoso das "coisas religiosas" —, foi parando de rezar. A carência de amizade o levou às festas, à bebida e a amizades que não conheciam a Deus; em vez de ser luz para elas, deixou-se abraçar por elas. Aos poucos, perdeu os bons costumes, tornou-se orgulhoso e hipócrita, começou a beber muito e, "na desgraça do pecado", entregou-se aos apetites da carne, chegando a se tornar irreconhecível para si mesmo. Só a oração de amigos fiéis e a graça de Deus o despertaram, em dois passos: a decisão interior de voltar com todo o coração e o gesto concreto de ir à igreja buscar o sacramento da confissão, arrepender-se e fazer penitência — e, com eles, o desfazer-se das más companhias. A conclusão que ele tira é categórica: uma boa companhia até pode ser arrastada a um mau costume, mas uma má companhia jamais leva a um bom.
Ser boa companhia e reconduzir quem se afastou
A boa companhia, diz Gustavo, é o amigo que ama com "coração ardente e sincero" e quer nos levar ao céu — aquele que, se preciso, adverte que morrer em pecado mortal leva ao inferno, como ensina o Catecismo. Ele desencoraja a ilusão de "evangelizar" mergulhando nas más amizades: para a maioria, o resultado é tornar-se mundano; o que cabe é rezar por elas, reservando a missão direta aos pagãos a quem Deus dá vocação especial. Mais do que perguntar o que os outros são para nós, o cristão deve perguntar o que é para os outros, lembrando Tiago 5: quem faz um pecador voltar do erro "salvará a sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados". A pregação se encerra numa longa oração pelos afastados, pela própria família e esposa, e num pedido ao Espírito Santo para amar com o amor sobrenatural de Cristo, recebido em cada missa.
Não vos deixeis enganar: as más companhias corrompem os bons costumes. Eu sou testemunha de como uma má companhia pode corromper uma vida na graça de Deus.
Para levar para a vida
- Coloque a missa e a comunhão no centro: deixe-se "divinizar" por Cristo em vez de tratar a Eucaristia "de qualquer jeito".
- Examine as suas amizades com honestidade: reconheça quais o puxam para longe de Deus e tenha a coragem de se afastar delas.
- Cultive boas companhias — amigos que rezam com você e por você e que desejam levá-lo ao céu — e seja você também essa boa companhia para os outros.
- Não confie no conhecimento nem no esforço próprio: peça ao Espírito Santo o amor sobrenatural, que só Deus pode colocar no coração.
- Diante de uma queda, dê os dois passos concretos: a decisão interior de voltar e o gesto de buscar o sacramento da confissão.
Passagens citadas: Fp 2,7-8; Rm 15,1-7; Sl 50; 1Pd 1,22-23; Jo 8,31-32; 1Cor 11,29-30; 1Jo 5,19; 1Cor 15,33; Tg 5,19-20; Gl 2,20
Transcrição completa do vídeo⌄
Transcrição integral do áudio do vídeo, organizada em parágrafos para facilitar a leitura.
Olá, meus irmãos, tudo bem? Bem-vindos ao blog Vou Nessa Direção. Nós ficamos sem a formação quaresmal da semana passada, devido a muitas coisas que aconteceram, mas hoje nós voltamos, e voltamos a mil por hora com a graça de Deus. O tema sobre o qual nós vamos refletir hoje, na verdade, é dividido em três inspirações que Deus me deu na semana passada e nesta semana, e nós vamos refletir um pouco sobre cada um desses temas. É por isso que eu não vou colocar o nome nesta pregação, mas depois, aqui no YouTube, vai ter o nome, e depois também a postagem do blog vai ter o nome normalmente.
Então, começando: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Queremos pedir, Senhor, a tua inspiração, a tua força, a tua graça, o teu Espírito, para que esta formação seja cravada nos nossos corações e nos conceda a luz para que nós possamos entender a tua palavra. Que a tua palavra nos conceda o teu Espírito, para que essas palavras, que são sementes lançadas no nosso coração, frutifiquem a trinta, a sessenta e a cem por um. Que a Virgem Maria nos cubra com o seu manto sagrado e nos ajude a acolher aquilo que vai ser partilhado. Nossa Senhora das Graças, rogai por nós. São José, rogai por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Então, que alegria, meus irmãos, que alegria poder partilhar aqui com vocês a palavra de Deus! Esta semana eu estava na missa — mentira, semana passada — estava na missa numa quarta-feira, e o padre que celebrou fez uma homilia na missa das oito da manhã, o que muitas vezes não acontece. Nessa homilia, ele falou de Jesus, que se rebaixou à nossa natureza humana para elevar a nossa natureza humana à natureza divina. E quando ele disse isso, muitas coisas, muitas memórias, muitas formações vieram à minha mente.
Eu me lembrei do Padre Léo, que dizia sempre isso. E me lembrei também de Santo Tomás de Aquino, de um período no nosso grupo de oração de que a gente participava. E, se você que está assistindo participa desse grupo hoje em dia, a paz do Messias, seja abençoado, permaneça firme na graça de Cristo. Nós estudávamos sobre o Credo explicado por Santo Tomás de Aquino. Nessas formações que eu dei com alguns dos meus irmãos, tivemos uma palavra de Santo Tomás de Aquino que ficou muito forte, gravada em meu coração. Santo Tomás de Aquino dizia que Jesus, quando olha para nós, nos considera os seus deuses.
É até uma frase que, para alguém que às vezes não tem muita formação, pode ficar um pouco esquisita. Mas o que significa isso? Que Jesus, sendo Deus Todo-Poderoso, sendo o Rei do universo, sendo o Senhor dos senhores, sendo o nome que está acima de todo nome, sendo o Salvador da humanidade, o Redentor do gênero humano, desceu à condição humana, se humilhou até a morte, como está escrito em Filipenses, se tornou igual a um escravo e foi até a morte de cruz. E para que ele fez isso? Claro que ele fez para nos salvar, para nos redimir, para nos ensinar a viver; mas também foi para que a nossa natureza humana, que foi decaída, que ficou corrompida por causa do pecado, fosse divinizada.
Então, Jesus é Deus e quis se tornar homem. E, fazendo-se homem, ele fez isso para que a nossa natureza de homem, de mulher, a nossa natureza humana, fosse elevada à natureza divina. Por isso, quando ele olha para nós, ele nos trata como se nós fôssemos Deus e ele fosse o homem. Que loucura! Mas por que ele faz isso? Porque ele nos ama, porque quis nos salvar, porque nos deseja com ele por toda a eternidade, porque quis revelar o seu amor, porque não aguentou ficar olhando só lá do céu; ele quis descer, assumir a carne, assumir a nossa natureza, e pagar o preço da nossa iniquidade, pagar o preço do nosso pecado, para que a gente fosse redimido, para que a gente fosse salvo, para que a gente fosse liberto, para que a gente fosse reconciliado novamente com Deus.
E nesta Quaresma, que é um tempo oportuno maravilhoso, a Igreja e a oração unida — como nós refletimos nas postagens anteriores — se unem, e o poder da graça de Deus, pela intercessão da Virgem Maria, é derramado sobre nós.
E só um detalhe aqui, meus irmãos, já que eu lembrei da Virgem Maria e da formação anterior sobre Nossa Senhora: eu esqueci de falar que há um livro de Santo Afonso Maria de Ligório — ele escreveu o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria — um livro onde ele ensina a gente a se consagrar a Nossa Senhora. E aqui eu sou parte da Legião de Maria, e a gente tem um livro que um padre americano, o Padre Gaitley, escreveu, baseado nesse livro de consagração, para ensinar de uma forma mais fácil, usando o método de São Luís — desculpa, eu falei Santo Afonso, é São Luís Maria Grignion de Montfort — usando o método de São Luís, para que as pessoas se consagrem como escravos de Nossa Senhora por esse livro. Se você ficou interessado, eu vou deixar um link aqui também, que tem vários vídeos, várias formações, e também tem como você comprar esse livro maravilhoso, que mudou a minha vida de tal forma que eu nunca mais fui a mesma pessoa, porque eu dei liberdade plena para Nossa Senhora agir na minha vida, para me trazer para Deus e para fazer as maravilhas que ela fez.
Bom, partindo desse ponto: Jesus nos diviniza. E como ele poderia nos divinizar mais senão na missa, onde nós o recebemos? Santo Agostinho dizia que, quando nós comungamos, é diferente dos outros alimentos. Os outros alimentos a gente transforma em si mesmo — em vitamina, em cálcio, em minerais, em todos os suprimentos daquele alimento, a gente transforma na gente. Mas, quando a gente comunga, a gente não transforma Jesus em nós; é a gente que se transforma nele. Então Jesus, na missa, se dá à nossa carne: o seu corpo em nós, o seu sangue no nosso sangue, a sua alma na nossa alma, a sua divindade na nossa humanidade. Nós somos divinizados, nós somos transfigurados. É como se nós estivéssemos lá com Pedro, Tiago e João, quando Jesus se transfigurou no Monte Tabor, e como se a nossa face ficasse resplandecente pela brancura da glória que ele manifestou, porque ele se mostrou como realmente é: ele é Deus.
E é isso que acontece quando a gente comunga: Jesus, dentro da gente, nos diviniza; a gente está no Monte Tabor, a gente é transfigurado, o poder de Deus nos toma, é a carne de Jesus em nós, e é por isso que nós somos divinizados, eucaristizados. Nós somos divinizados. E é a partir dessa divinização que Deus me deu uma outra inspiração, nesta semana, sobre o amor sobrenatural.
Então, eu queria começar — aqui já enrolei bastante na introdução — com a palavra de Romanos 15. Olha lá, os irmãos, Paulo falando: "Nós, que somos os fortes, devemos suportar as fraquezas dos que são fracos, e não agir a nosso modo. Cada um de vós procure contentar o próximo, para seu bem e sua edificação. Cristo não se agradou a si mesmo; pelo contrário, como está escrito: os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento, uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo." Versículo 7: "Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus." Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Olha só, é muito bonito a gente ler essas coisas que Paulo escrevia. Mas Paulo, como nós sabemos e como refletimos também algumas semanas atrás, não era uma pessoa que vivia no mundo da lua, na imaginação; ele era uma pessoa consciente do que estava falando, porque ele vivia aquilo. Então, sendo forte na fé e na sabedoria, ele suportava as fraquezas daqueles que eram fracos, por amor a Cristo. Por amor a Cristo, ele amava aqueles que eram pagãos; ele escrevia, ele pregava, ele vivia, ele amava — não por um meio humano.
Ele mesmo escreveu, confessou em uma de suas cartas, que a ciência, o conhecimento humano, incham. Não adianta você saber muito, não adianta você ter conhecimento de muitas coisas, não adianta você entender as coisas se você não ama, se você não traduz isso para as pessoas que estão ao seu redor, se você não busca uma forma de trazer as pessoas para Deus também.
Davi é um exemplo maravilhoso: conhecia a Deus, mas, ao cair no pecado, teve conhecimento da sua própria ignorância e, pela graça de Deus, escreveu aquele Salmo 50, o Miserere, onde ele relata: "Restituí-me a alegria da vossa salvação" — restituir a vida que o pecado me roubou — "e eu ensinarei o vosso caminho aos pecadores, e a minha língua anunciará as vossas palavras, os vossos louvores." E o mesmo São Paulo completa: a graça, o amor, atrai.
Santo Agostinho dizia, não é, que as palavras convencem, mas o testemunho arrasta. E São Paulo, com o seu testemunho de vida, com o seu amor sobrenatural, que foi colocado no coração dele pelo próprio Jesus, amava tantas comunidades, dava a vida pelas comunidades. Ele escreve, em outro momento: "Filhinhos meus, por quem de novo sofro as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós." São Paulo teve a graça de ter o seu coração chamado de coração de Cristo — o coração de Paulo é o coração de Cristo — de tanto que ele amava, um amor sobrenatural.
Mas São Paulo também sabia, como ele mesmo escreveu — aqui é um pouco mais para a frente, na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 11, quando ele fala da missa: "Esse é o motivo pelo qual há muitos doentes entre vós, porque come e bebe o corpo e o sangue de Cristo sem distinguir o corpo do Senhor." Isso é, os católicos que levam a missa de qualquer jeito. Então ficam doentes, doentes espiritualmente: não conseguem amar, não conseguem dar um passo na fé, não conseguem perseverar, não conseguem fazer nada, nem por si mesmos nem pelos outros, porque ficam tratando a missa de qualquer jeito.
Gente, a gente precisa viver a missa como ela é: a missa, a renovação do sacrifício de Jesus. A gente tem que se alimentar de Jesus e deixar que ele divinize a nossa alma, que ele nos capacite, que ele nos santifique, que ele nos liberte, que ele faça de nós algo novo — porque é isso que ele faz — e que ele nos leve a poder praticar isso que São Paulo diz aqui: com um só coração e uma só voz, glorificar a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, unidos num só coração, num só espírito.
A coisa mais terrível que existe hoje em dia são as comunidades cristãs que se destroem, são as comunidades católicas que acabam por causa de inveja, por causa de ciúme, por causa de briga, por causa de contenda, por causa de não se entenderem umas às outras, por causa de que falta esse amor sobrenatural de que Paulo fala: "Acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus."
Eu quero passar aqui para São Pedro também, no capítulo 1, no versículo 22, para que a gente tenha um complemento a mais: "Tendo purificado as vossas almas pela obediência à verdade, para um amor fraterno sincero, amai-vos uns aos outros ardentemente e do fundo do coração, pois fostes regenerados não de uma semente corruptível, mas incorruptível, pela palavra de Deus viva e eterna." Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Olha só, meus irmãos: "pela obediência à verdade". Quem é a verdade? Nós sabemos que Jesus é a verdade. E Jesus é uma verdade distante para muitas pessoas hoje em dia que têm fé. Muitas pessoas que dizem acreditar em Jesus, muitas pessoas que dizem confiar nele, muitas pessoas que rezam, muitas pessoas que estão ao nosso lado, nos bancos das igrejas, que estão lá, mas o coração está distante, o coração está longe. Pessoas fingidas, pessoas falsas, não conseguem amar porque estão longe da verdade; porque, na verdade, o que elas precisam fazer primeiro é deixar a verdade transformar a vida delas.
Como foi o evangelho desta semana — eu acho que foi terça ou quarta-feira, ontem ou anteontem — Jesus dizendo, no evangelho de João, capítulo 8: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Mas, antes disso, ele diz — e isso aqui é muito importante, um pouco antes de dizer "conhecereis a verdade" — olha só, no versículo 31, Jesus dizia aos judeus que nele creram: "Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Significa: se permanecerdes na minha palavra. Aquele que não permanece na palavra não é o verdadeiro discípulo de Jesus, não conhece a verdade, não é libertado pela verdade; então ainda está longe.
Ainda precisamos marcar os passos aqui. O primeiro passo é conhecer Jesus. O segundo passo é crescer na palavra dele. O terceiro passo é deixar que a verdade nos liberte. E esse seria o quarto passo, eu acredito: "pela obediência à verdade, tendo purificado as vossas almas para um amor fraterno sincero, amai-vos uns aos outros ardentemente e do fundo do coração, pois fostes regenerados não de uma semente corruptível, mas incorruptível, pela palavra de Deus viva e eterna."
A falta que a gente sente de viver isso não é porque o problema está na palavra de Deus; o problema está na gente, que não acolhe a palavra de Deus, que não deixa essa semente incorruptível gerar frutos na nossa alma e transformar o nosso viver. É tão triste quando a gente vê essa caridade falsa, ou falsificada, porque as pessoas vivem dessa forma: porque, na verdade, ou não têm uma experiência verdadeira com Deus, ou se apegaram demais ao respeito humano, ou estão perdidas.
Meus irmãos, a coisa mais fácil que existe é a gente ficar perdido: ficar perdido por falta de instrução, ou ficar perdido por angústia, por batalhas espirituais que a gente tem que travar, por dificuldades no nosso ministério — que são as coisas mais naturais que podem acontecer — por provações, por tentações, mas também por influências.
Os discípulos de Jesus são unânimes — essa é a palavra que eu estava buscando — são unânimes em dizer que nós temos três inimigos. Um é a nossa própria carne, isto é, aquilo que está dentro de nós, aquilo que a gente sente; porque nós temos três dimensões: a gente é corpo, alma e espírito. A gente luta contra a nossa própria carne, a gente luta contra o mundo — isto é, a realidade ao nosso redor — e a gente luta contra o demônio. Então é como se, no corpo, a gente lutasse contra a carne; na alma, a gente lutasse contra o mundo, para não se deixar envolver na mentalidade corrompida do mundo, porque nós sabemos, como diz 1João 5,19, que o mundo todo jaz sob o domínio do maligno; e o demônio propriamente, que é como se fosse a luta do nosso espírito.
Quando se fala da luta contra o mundo, muitas pessoas têm dificuldade de se desvencilhar das coisas do mundo. Mas eu já fiz algumas formações aqui falando sobre o mundo — você pode acessar, vou deixar aqui também: tem uma pregação falada e uma pregação escrita. Mas o ponto que eu queria usar para terminar esta formação de hoje está escrito em Primeira aos Coríntios, no capítulo 15 e no versículo 33, que são as más companhias.
Como as más companhias são uma desgraça! Como as amizades do mundo, as amizades mundanas... Como se não bastasse a nossa luta interior contra a nossa carne, contra o demônio, contra tudo, as amizades nos puxam para longe de Deus. Claro, as amizades mundanas nos arrastam para o abismo em que elas vivem, para uma vida sem sentido como elas vivem, para uma vida desregrada, longe de Deus.
Olha só o que São Paulo escreve em Primeira aos Coríntios 15, versículo 33: "Não vos deixeis enganar: as más companhias corrompem os bons costumes. Despertai, como convém, e não pequeis, porque alguns vivem na total ignorância de Deus; para vergonha vossa o digo." Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Meus irmãos, eu não quero falar isso da boca para fora, porque isso é uma coisa que eu vivi muito aqui, onde eu moro, quando eu saí do Brasil. Eu tinha vinte e três anos... vinte e quatro anos — tinha acabado de fazer vinte e quatro anos, em fevereiro de 2015. Antes de sair do Brasil, eu tinha uma vida espiritual muito profunda, que eu alcancei com muitas batalhas, com muita dificuldade, com muito cair e levantar, cair e levantar. Mas eu tinha a graça de ter ao meu lado amigos da igreja, amigos que eram pessoas de Deus, pessoas que me levavam para Deus, pessoas pelas quais a gente rezava, uns pelos outros, pessoas com quem a gente rezava, pessoas com quem a gente se ajudava; a gente tentava levar uns aos outros para Deus e cumprir essa palavra: "amai-vos uns aos outros", não com uma caridade aparente, mas do fundo do coração, e por um amor de um pelo outro, conhecendo a verdade, a gente buscava se levar para Deus.
Então, eu ia à missa todo dia, eu rezava o rosário todo dia — o rosário são os quatro mistérios. A gente tinha o grupo de oração Mensageiros da Paz, de que a gente participava; eu era do ministério de música e do ministério da pregação. E a gente fazia uma oração no sábado à noite — na verdade, eu digo "o nosso grupo": a gente se reunia; a missa era sete e meia, e, depois da missa, a gente tinha o nosso momento de abastecimento, que era mais ou menos uma hora de oração. Não sei se você conhece a oração, a espiritualidade da Renovação Carismática, mas, depois do abastecimento, a gente ia à casa de alguém e rezava no sentido de cura interior, rezava uns pelos outros.
No domingo, a gente às vezes tocava na missa de manhã, tocava na missa à noite, tinha o nosso grupo de oração à noite, e depois a gente tinha um momento de confraternização. Nas segundas-feiras, a gente fazia um momento de louvor, geralmente depois da missa, não é, que a gente tinha na catedral, seis e meia; depois ia para casa e, lá pelas oito horas da noite, a gente ia fazer um momento de louvor, ficava louvando a Deus, agradecendo, exaltando, glorificando a Deus por tudo o que ele é, por tudo o que ele faz, por tudo o que ele continua fazendo nas nossas vidas.
E eu tinha o meu amigo Lucas, que hoje em dia está no seminário — que Deus te abençoe muito, irmão; quando você vir este vídeo, que o Espírito Santo continue te dando graça e poder. A gente acordava de manhã para poder caminhar e rezar o rosário; saía da frente da casa dele rezando o rosário, dando a volta no bairro, e também consagrando o bairro a Nossa Senhora, pedindo as graças de Deus. Na terça e na sexta, a gente fazia um momento de meditação dos mistérios dolorosos, e na sexta-feira, especialmente, a gente meditava sobre as coisas da cruz. Então eu tinha uma vida de oração muito fecunda, graças a Deus.
Quando eu cheguei aqui: primeira coisa, eu não tinha mais os meus amigos; segunda coisa, eu não falava a língua direito; terceira coisa, depois de um período que eu estava aqui, a minha namorada, que hoje é minha esposa, terminou o namoro comigo; quarta coisa, eu estava morando na casa do meu pai, e o meu pai tinha muito receio dos protestantes que moravam ao nosso redor, então ele não gostava muito que eu ficasse com as coisas religiosas, com a cruz, indo à missa com frequência. Enfim, por causa de muitas dificuldades, eu fui parando com aquela vida de oração profunda que eu tinha, fui me afastando e fui parando aos poucos.
E aí eu fui tendo uma carência muito grande de amizade. No meu serviço, as pessoas sempre ficavam me convidando, convidando para sair, para beber, e eu não gostava disso, nunca tinha bebido na minha vida. Então eu tentei uma vez e comecei a sair, e fui saindo, saindo — uma vez, uma festa, outra festa — e, tentando me soltar, tentando fazer novos amigos, eu fui me deixando levar por essas influências negativas, que não conheciam a Deus. Em vez de eu ser luz na vida delas, porque eu tive uma experiência maravilhosa com Jesus, porque eu queria, sabe, transformar a realidade que eu estava vivendo, eu me deixei abraçar por elas, quis me adaptar.
E aí foram dias, semanas, meses e anos nessa vida, e aqueles bons costumes que eu tinha — de oração, de rezar o terço, de ir à missa — eu fui perdendo. Eu me tornei uma pessoa terrível: uma pessoa maliciosa, uma pessoa orgulhosa, uma pessoa hipócrita, porque a fé que eu tinha no meu coração eu deixei morrer. E, de festa em festa, de balada em balada, eu comecei a beber muito. E, numa dessas festas, infelizmente, na desgraça do pecado, eu perdi a minha virgindade. E, depois de perder a minha virgindade, eu continuei buscando me satisfazer com aquilo que não pode satisfazer, os desejos e apetites da carne.
Eu acabei me tornando um animal, uma pessoa que não tinha controle de si, que tinha necessidade de ficar saindo cada semana com uma pessoa diferente, bebendo e tentando me satisfazer. E, nessa vida de loucura, eu cheguei ao absurdo de fazer aquilo que eu neguei e odiei a minha vida inteira: coloquei um brinco na orelha, ia colocar um piercing — não sei se na orelha, no nariz — ia fazer uma tatuagem. Eu me tornei uma pessoa totalmente diferente de quem eu sou. Eu deixei a mentira, eu deixei o demônio, deixei o mundo, deixei as más influências falarem o que eu deveria ser; eu esqueci de Deus, esqueci daquilo que Deus me chamava a ser, esqueci da verdade.
E foi com muito sacrifício, com muita luta, que, depois de ter chegado ao fundo do poço, alimentado da sujeira do demônio, do mundo, da carne, de tudo o que não presta, graças a Deus alguém rezou por mim. Graças a Deus, eu tenho amigos de Deus. Eu tenho amigos de Deus, e uso também este vídeo para agradecer a cada um de vocês que rezaram por mim, para glorificar Jesus pela vida de cada um de vocês. Que ele derrame graça, vitória, libertação e poder de autoridade espiritual, para que vocês continuem crescendo na graça de Deus. Cada uma das pessoas que rezou, o mínimo que fosse, por mim, Deus usou tudo isso e deu a mão, em graça, para que um dia eu acordasse, para que um dia eu me enxergasse, para que a luz de Jesus me tirasse do fundo do poço.
Isso não aconteceu de uma, mas de duas formas. A primeira é a mentalidade, é a graça de Deus agindo no meu inconsciente, no meu subconsciente, para que eu pudesse enxergar a vida que eu estava levando, e eu desejei voltar para Deus com todo o meu coração, com toda a minha força, com todas as minhas energias. E o segundo passo é uma coisa física, uma coisa concreta: é fisicamente ir à igreja, buscar o sacramento da confissão, se arrepender, chorar os pecados, fazer penitência. Foram esses dois passos.
Mas eu também tive que me desfazer das más companhias, porque não tem como — não tem como uma má companhia te levar a um bom costume. Pode ser que uma boa companhia te leve a um mau costume, mas esse tipo de católico que está do nosso lado na igreja, que é falso, que não conhece a Deus, que está longe da verdade — desse a gente não precisa. A gente precisa de amigos em Deus, a gente precisa de uma boa companhia, gente que é de Deus de verdade, gente que conhece a Jesus e que ama a gente com um coração ardente e sincero, como está escrito na palavra, gente que quer levar a gente para o céu. Porque, independentemente das coisas que acontecem nesta terra, o nosso destino não é aqui; a gente vai morrer e vai para o céu.
É isso que as más companhias tentam fazer a gente esquecer. "Não, isso aqui nunca vai acabar; vamos ficar na festa, vamos de balada em balada, vamos beber, vamos nos drogar, vamos transar, vamos viver as orgias, vamos fazer tudo, porque talvez amanhã não chegue, então a gente tem que aproveitar o máximo esta vida." Não! Os amigos de Deus não fazem isso. Os amigos de Deus falam assim: "Renuncie ao pecado, afaste-se dessas más companhias, deixe a balada, essa vida de orgia; deixa isso, porque não te traz alegria, não te traz a felicidade verdadeira, porque, se você morrer em pecado mortal, você vai para o inferno."
Esse é o amigo verdadeiro, essa é a boa companhia de que a gente precisa: alguém que às vezes esfrega o dedo na nossa cara e fala: "Se você não se converter, você pode morrer, e, se você morrer em pecado, você vai direto para o inferno" — porque o Catecismo da Igreja diz que aquele que conscientemente morre em pecado mortal vai para o inferno. Para Deus, meus irmãos, não existe esse negócio de espiritismo, não existe esse negócio de reencarnação. Jesus morreu na cruz, ele deu a vida, e a gente tem que aproveitar esta vida para sermos melhores para Deus e para os outros: amar a Deus, deixar Deus nos amar, deixar o amor sobrenatural de Deus mover o nosso coração, para que a gente reze pelas pessoas que estão ao nosso redor, para que a gente deseje que a nossa família também conheça a Deus, para que a gente deixe o Espírito Santo transformar tudo na sua graça, do jeito que Deus quiser.
Mas a gente não pode ceder ao demônio, ao mundo e à carne; a gente tem que lutar. Olha só: "Não vos deixeis enganar: as más companhias corrompem os bons costumes." Eu sou testemunha disso, de como uma má companhia pode corromper uma vida na graça de Deus.
Por isso, você que está me escutando, você que está lutando, você que quer ser de Deus, você que quer buscar a Deus com todo o seu coração, você que quer ter uma experiência verdadeira, genuína, você que quer o poder de Deus, você que quer ficar na verdade de Jesus, você que quer que a palavra de Deus gere fruto na sua vida, você que está lutando na sua vocação, você que está perseverando, você que está deixando a palavra de Deus gerar fruto em você, você que está sendo divinizado a cada missa: afaste-se das más companhias.
"Ah, mas eu vou conseguir evangelizar as más companhias." O máximo que a gente tem que fazer é rezar por elas. As pessoas que têm a vocação própria, como São Paulo, de evangelizar os pagãos — se você sente no seu coração esse chamado, essa profecia de você também ser um evangelizador dos pagãos, rezem muito, porque essa é uma graça especial que Deus dá a poucas pessoas; porque a maior parte de nós, que vai tentar evangelizar o mundo, vai se tornar mundano, em vez de trazer as pessoas do mundo para Deus.
Vamos ficar firmes, meus irmãos. Vamos nos afastar das pessoas que nos afastam de Deus, e vamos ficar firmes, buscando deixar esse amor sobrenatural de Cristo transformar a nossa vida e nos ensinar a amar os nossos irmãos como ele fez — como nós refletimos algumas semanas atrás: "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo." É esse amor que nós temos que ter pelos nossos irmãos, é esse amor que nós temos que ter pela nossa família, é esse amor que nós temos que ter por todas as pessoas pelas quais Jesus derramou o seu sangue, para que sejam salvas. E é para isso que a gente reza, é para isso que a gente persevera, é para isso que a gente quer ir para o céu.
Olha só, eu queria terminar esta palavra para que ela possa nos influenciar, para que a gente se afaste dessas más companhias e deixe também de ser má companhia para os outros — porque a gente, às vezes, só fica pensando: "ah, o que as pessoas são para mim?", mas o que eu sou para os outros? Eu tenho que ser uma pessoa de Deus para todo mundo. Olha só, Tiago, capítulo 5, versículo 19: "Meus irmãos, se algum de vós se desviar da verdade e alguém o fizer voltar, saiba que aquele que fizer um pecador retroceder do seu erro salvará a sua alma da morte e fará desaparecer uma multidão de pecados." Essa é a nossa vocação, meus irmãos.
Nós cremos na tua palavra, Senhor. Nós queremos rezar agora, unidos num só coração, por aqueles que estão afastados, por aqueles que, por influência do demônio, do mundo e da carne, se afastaram de Ti. Queremos pedir o poder do teu Espírito Santo, aquele que convence a respeito do mundo, do pecado e do juízo. Que o Espírito Santo seja derramado sobre essas pessoas, esses meus amigos, Senhor, que já tiveram um encontro contigo e hoje estão afastados, estão no mundo, estão na bebedeira deles, estão na orgia, estão tentando beber a água do fundo do poço, cheia de lama, que o diabo preparou para eles.
Senhor, derrama o Espírito Santo, a tua água viva, para lavar; derrama o Espírito Santo, a tua luz, para que essas pessoas que estão nas trevas do pecado possam ter um encontro contigo novamente, possam enxergar o mundo deplorável em que estão vivendo e possam ter o desejo de voltar para Deus. Nós pedimos, neste período de Quaresma, Espírito Santo, que nos prepara para entrar na Semana Santa: santifica os meus irmãos, aqueles que estão assistindo neste momento; santifica a minha família, Senhor; santifica a minha esposa, santifica a minha casa. E faze de mim também, Senhor, santifica a minha alma, santifica o meu espírito, para que eu seja teu, para que eu seja uma boa companhia, para que eu possa amar, Senhor, para que eu seja verdadeiro, para que eu seja teu, para que eu possa amar com o amor sobrenatural com que o Senhor me ama.
Queremos entregar à Virgem Maria aqueles nossos amigos, aqueles nossos irmãos que, pelas más companhias, se afastaram; aqueles que deixaram de ir à missa, aqueles que pararam de rezar o terço e começaram a ir à balada, aqueles que pararam de ler a tua palavra e começaram a se alimentar de pornografia. Mãe, queremos te entregar todos os filhos da Igreja: os padres, os bispos, os papas, os religiosos, os casais, os leigos. Santifica a tua Igreja nesta época de Quaresma, Mãe, e derrama as graças de que nós precisamos para a nossa santificação.
São José, patrono da Igreja universal, protetor da Sagrada Família, intercede por nós, para nos ensinar — a nós, homens — a sermos justos, como tu és diante de Deus. Vem nos ensinar a ser melhores do que temos sido, vem nos dar a graça de progredir no amor de Cristo.
Sela em nós, Espírito Santo, esses passos: o de nos arrependermos, de todo o nosso coração, na nossa mentalidade, e o de fisicamente voltarmos para Deus, buscarmos o sacramento da confissão e nos cercarmos de boas companhias. E dá-nos a graça de amar com esse amor sobrenatural que Jesus nos dá em cada missa.
Louvado sejas tu, Senhor! Exaltado sejas tu para sempre, glorificado, engrandecido, honrado, louvado! Nós te amamos, Senhor, nós queremos te amar muito mais. Dá-nos a graça, pelo teu Espírito, de te amar; dá-nos a graça, Senhor, a ponto de podermos dizer: "não sou mais eu que vivo, mas Cristo que vive em mim." Que Deus te abençoe, e que nós permaneçamos firmes na graça do Senhor. Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.


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